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Manaus é a 6ª cidade com maior extensão urbana do Brasil, revela estudo inédito do IBGE

Manaus supera metrópoles nordestinas e mineira em extensão urbanizada

Foto: Divulgação/Prefeitura Manaus

A capital do Amazonas, Manaus, se consolida como o maior centro urbano do Norte e uma das maiores metrópoles em extensão territorial do país. Segundo o levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Manaus possui a 6ª maior superfície urbanizada entre os municípios brasileiros, somando 287,18 km² de ocupação.

A extensão urbana de Manaus ultrapassa a de capitais de grande densidade populacional, como Belo Horizonte (279,09 km²) e Fortaleza (254,91 km²). Na lista das dez maiores manchas urbanas do Brasil, liderada por São Paulo (922,41 km²), Brasília (662,54 km²) e Rio de Janeiro (644,36 km²), Manaus é o único município da Região Norte a figurar no ranking.

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Fonte: Agência Brasil

Contraste entre a metrópole e o território preservado

Apesar da dimensão da mancha urbana da capital amazonense, o estado do Amazonas apresenta a menor proporção de área urbanizada do país em relação ao seu território total, registrando apenas 0,05% de superfície ocupada por edificações e infraestrutura.

O indicador do IBGE reforça a dinâmica única de ocupação territorial na Amazônia Legal. A região abrange 59,11% do território nacional, mas detém apenas 14,27% da extensão urbanizada do Brasil. No outro extremo, a Amazônia Legal (que abrange os estados de Rondônia, do Acre, Amazonas, de Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, de Mato Grosso e a maior parte do Maranhão) ocupa 59,11% da área do país, mas apenas 14,27% da extensão urbanizada.

No país, a ocupação segue fortemente concentrada na faixa litorânea e ao longo dos eixos rodoviários.

Panorama nacional de expansão urbana

Em âmbito nacional, a área urbanizada cresceu 12,27% no período de 2019 a 2022, alcançando um total de 53.925 km², cifra que representa somente 0,6% de todo o território brasileiro.

Elaborado com base na interpretação de imagens de satélite, o levantamento do IBGE categorizou as formas de uso do solo nas cidades brasileiras, identificando que 48,8 mil km² correspondem a áreas urbanizadas densas e pouco densas, predominantemente marcadas por moradias, comércio e indústrias.

Além disso, o estudo apontou 1,6 mil km² destinados a equipamentos urbanos em estruturas não residenciais — como portos, aeroportos e usinas —, 2,9 mil km² em loteamentos vazios de áreas com arruamento definido que funcionam como vetores de expansão urbana e 503 km² referentes a vazios intraurbanos, compreendendo espaços não edificados inseridos na malha urbana, a exemplo de parques e lagoas.

Mapeamento e planejamento urbano

Segundo a analista da pesquisa no IBGE, Andressa Rosas de Menezes, o mapeamento busca monitorar a evolução das formas urbanas para dar suporte ao ordenamento territorial. Em grandes centros amazônicos como Manaus, os dados são fundamentais para orientar políticas públicas de habitação, mobilidade urbana e sustentabilidade ambiental, alinhando o crescimento econômico à preservação dos recursos naturais da região

“Isso possibilita retratar e projetar a distribuição da urbanização, fornecendo dados essenciais para o planejamento urbano para a implementação de políticas públicas e impactando análise de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, destaca.

Para Andressa Rosas, as áreas urbanizadas do Brasil apresentam dinâmicas heterogêneas que demandam respostas integradas por meio do monitoramento geoespacial, além de indicadores socioambientais, no sentido de orientar políticas públicas de ordenamento territorial.

Fonte: Agência Brasil