Emprego
Novo ranking do LinkedIn coloca Manaus entre cidades em alta no mercado de trabalho
Levantamento aponta regiões metropolitanas brasileiras com crescimento em empregos, contratações e atração de profissionais
Manaus é a única cidade da Região Norte entre as dez regiões metropolitanas brasileiras que mais ganharam força no mercado de trabalho, segundo o levantamento Cidades em Alta 2026, elaborado pelo LinkedIn. A capital amazonense aparece na 7ª posição do ranking, que considera crescimento das contratações, aumento da oferta de vagas e atração de novos profissionais.
O resultado, de acordo com a plataforma, reforça o peso da economia industrial na geração de empregos na capital amazonense, bem como a diversificação do mercado local. Além da Zona Franca de Manaus (ZFM), o levantamento aponta setores como educação superior, tecnologia da informação, serviços e comércio entre os vetores de contratação na região.
A lista foi elaborada com base em dados anonimizados e agregados da plataforma LinkedIn, a partir de milhões de perfis de usuários e anúncios de vagas no Brasil.

O estudo analisou o comportamento do mercado entre março de 2024 e fevereiro de 2026, considerando contratações, crescimento de empregos e movimentação de profissionais entre regiões metropolitanas.
Manaus em ascensão
O desempenho de Manaus ocorre em um contexto de expansão da base produtiva local. Em 2025, Manaus criou 18.338 empregos formais, impulsionada pelo dinamismo do Polo Industrial de Manaus, que segue atraindo novos projetos e investimentos. As indústrias faturaram quase R$ 230 bilhões e a previsão para este ano é passar de R$ 240 bi.
Os dados mais recentes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) mostram que o Polo manteve média mensal de 130 mil empregos.

Zona Franca de Manaus | Foto: Arquivo PIM Amazônia
O estudo aponta avanços em diferentes áreas. Na educação, a plataforma cita Universidade Federal do Amazonas (Ufam), enquanto a Bemol aparece no Varejo e a Samsung na área industrial.
O levantamento do LinkedIn também mostra uma mudança no comportamento dos profissionais. Segundo a plataforma, 75% dos entrevistados afirmam trabalhar para viver, e não o contrário. O dado aponta para a busca por equilíbrio entre ambição profissional, qualidade de vida e custo de vida.
Esse movimento ajuda a explicar o crescimento de regiões fora dos grandes centros tradicionais. De acordo com o economista Bruno Imaizumi, ouvido pelo LinkedIn, cidades com boa infraestrutura e menor custo de vida têm ganhado atratividade para profissionais e empresas.
“As pessoas, por mais que elas migrem, ainda procuram por questões básicas de infraestrutura, de moradia, mas principalmente a questão do poder de compra. A gente não pode estar falando somente de contratações, mas tem que pensar também na questão dos salários”, afirmou.
Outras cidades do ranking
A maior parte das cidades em alta está localizada no Nordeste, mas o ranking também inclui regiões metropolitanas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Além de Manaus, aparecem na lista Natal (RN), Recife (PE), Goiânia (GO), Fortaleza (CE), Londrina (PR), Vitória (ES), Ribeirão Preto (SP), João Pessoa (PB) e Cuiabá (MT).
Segundo o levantamento, o avanço dessas cidades é impulsionado por diferentes setores da economia. Natal se beneficia da expansão do turismo e da energia renovável, enquanto Recife fortalece sua posição por meio do ecossistema de inovação do Porto Digital.
Goiânia e Cuiabá se destacam pela força do agronegócio e da logística. Fortaleza aparece pela atração de investimentos em infraestrutura tecnológica. Londrina cresce no setor de tecnologia, Vitória se destaca pelo desempenho logístico e pela competitividade econômica, e Ribeirão Preto mantém protagonismo no agronegócio e no ecossistema de agrotechs.
Metodologia
A análise do LinkedIn agrega dados obtidos a partir de perfis de usuários e anúncios de vagas publicados no Brasil entre 1º de março de 2024 e 1º de fevereiro de 2026.
O dinamismo do mercado de trabalho é calculado com base no crescimento anual das contratações e dos empregos. Para isso, o LinkedIn analisa a variação no número de usuários que adicionaram um novo cargo ao perfil e a variação no número de vagas publicadas em determinada região metropolitana.
A migração é calculada a partir da relação entre chegadas e partidas, ou seja, o número de profissionais que se mudaram para uma região dividido pelo total dos que deixaram a localidade no mesmo período.
Para entrar no ranking, a região metropolitana precisava apresentar crescimento em contratações, empregos e migração em relação ao restante do Brasil. Regiões metropolitanas com mais de 2 milhões de usuários no LinkedIn foram excluídas da classificação, para destacar a dinâmica do mercado de trabalho em cidades de pequeno e médio porte.
