Acre
Exportação de carne bovina movimentam US$ 16 milhões no Acre em 2026
Dados da federação do setor apontam crescimento na saída de bovinos vivos do estado e 54.783 cabeças abatidas somente em junho
Bovinos |
A produção pecuária do Acre apresentou crescimento nos primeiro seis meses de 2026, impulsionada pelo aumento no abate de animais e na saída de bovinos vivos, segundo dados do Boletim Técnico Mensal da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (FAEAC). No mesmo período, o estado teve resultado positivo nas exportações de carne, com 3.155,66 toneladas exportadas, alcançando um faturamento de aproximadamente US$ 16,1 milhões.
Em comparação ao mesmo período de 2025, as exportações haviam somado 2.340,08 toneladas e aproximadamente US$ 10,3 milhões. Já em comparação anual, o volume de carne enviado ao exterior cresceu cerca de 34,9%, enquanto o valor movimentado em dólares aumentou aproximadamente 56,3%.
Saída de gado vivo também cresce
Além das exportações, o aumento na quantidade de bovinos vivos enviados para fora do estado é um dado que chama a atenção. No acumulado de 2026, o Acre registrou a saída de 191.712 cabeças, número 10,2% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado, que foi de 173.992.

Apesar do crescimento no acumulado, junho teve uma redução nas movimentações em comparação ao mês anterior. Foram enviadas 27.771 cabeças de gado vivo para outros estados, uma queda de 22,5% diante das 35.838 registradas em maio.
Desse total de junho, 19.125 animais, ou 68,9%, permaneceram com o mesmo proprietário. Já os outros 8.646 bovinos, equivalentes a 31,1%, foram destinados a proprietários diferentes.
Aumento do abate de animais
Em relação ao abate de animais, entre janeiro a julho, os frigoríficos do Acre receberam 338.109 cabeças de gado para a ação, um número 5,7% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram abatidos 319.960 animais.
Somente em junho, foram 54.783 cabeças abatidas, um crescimento de 1,8% em relação a maio, que teve 53.814 animais. Entre os bovinos abatidos no sexto mês do ano, as fêmeas foram maioria, representando 57,5% do total. Os machos corresponderam a 42,5%.
