Acre
Endividamento atinge 82,7% das famílias no Acre, aponta Fecomércio
Número de famílias com dívidas subiu para 53,1 mil em julho, impulsionadas pelo uso do cartão de crédito entre as classes de menor renda
Apesar da alta no endividamento, o levantamento mostra uma redução no número de famílias que afirmam não ter condições de quitar as dívidas. O contingente caiu de 17.332 para 17.139, uma redução de 1,13%.
Para as famílias endividadas, o tempo de atraso observado é de 63,1 dias, número que vem aumentando desde julho de 2025. A maior concentração está entre famílias com renda de até 10 salários-mínimos, com destaque para aquelas que recebem até três salários mínimos. Nesse grupo, o comprometimento da renda com dívidas supera 50%.
Cartão de crédito é apontado como principal preocupação
O uso do cartão de crédito aparece como um dos principais fatores relacionados ao aumento do endividamento entre as famílias de menor renda.

Segundo Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio-AC, mesmo com a implementação do Desenrola 2.0, os indicadores permanecem elevados. “Os indicadores ainda elevados, poderia, por premissa, indicar que as famílias não tomaram conhecimento do programa, o que ajudaria a diminuir o número do endividamento no Estado”, avaliou.
Garó também citou a taxa básica de juros como um fator que pode influenciar a renegociação das dívidas. Para ele, uma eventual redução da Selic poderia, no médio prazo, diminuir o impacto dos débitos e facilitar acordos com parcelas menores.
Cenário nacional
No Brasil, o percentual de famílias endividadas também aumentou em julho e chegou a 82%, o equivalente a cerca de 14,97 milhões de famílias. O índice é o maior desde janeiro, quando havia alcançado 79,2%.
Por outro lado, a parcela de famílias brasileiras com dívidas em atraso apresentou uma leve retração, passando de 29,9% em junho para 29,8% em julho.
