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BNDES aprova R$ 200 mi para projeto de restauração ecológica de 7,2 mil hectares na Amazônia

Com investimento total de R$ 457 mi pelo Fundo Clima e Mombak, iniciativa focará na recuperação de áreas degradadas com espécies nativas

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 200 milhões em financiamento pelo Fundo Clima, para um novo projeto de restauração ecológica do grupo Mombak. A iniciativa prevê a recuperação de 7,2 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia, especialmente no Pará, com investimento total de  R$ 457 milhões.

A operação terá prazo total de 25 anos. Os recursos do BNDES correspondem a cerca de 44% do investimento total do projeto, enquanto os demais recursos serão aportados pela Mombak a partir de outras fontes.

A implantação deverá ocorrer ao longo de quatro anos. O projeto combina diferentes técnicas de recuperação, definidas de acordo com as condições de cada área, incluindo plantio de mudas, semeadura direta e regeneração natural assistida. A estimativa é que cerca de 90% da área utilize técnicas de plantio e semeadura e aproximadamente 10% seja recuperada por regeneração assistida.

Entre as espécies nativas previstas estão castanheira, paricá, ipê-amarelo, ipê-roxo, angelim-vermelho, samaúma, tachi-branco, fava-arara, mogno-brasileiro e amarelão. A combinação busca acelerar a formação da cobertura florestal, recuperar a biodiversidade e favorecer, ao longo do tempo, a regeneração natural das áreas.

“Projetos de restauração em escala permitem recuperar áreas degradadas, gerar emprego e estruturar uma atividade econômica baseada na floresta em pé. O Fundo Clima oferece financiamento de longo prazo compatível com o ciclo desses investimentos, viabilizando iniciativas de restauração com espécies nativas”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Os recursos do BNDES serão destinados a atividades de restauração, como preparo do solo, plantio, manejo, aquisição de mudas e sementes, manutenção das áreas, monitoramento florestal e obras de apoio. A estratégia da empresa está concentrada principalmente em áreas degradadas pela pecuária extensiva no bioma Amazônia.

“Esse financiamento permite à Mombak dar sequência ao modelo de reflorestamento que vem desenvolvendo e testando em campo. A partir dos resultados dos primeiros projetos, vamos levar diferentes técnicas e espécies biodiversas para uma área maior, com investimento de longo prazo. O projeto nos dá maior capacidade de recuperar áreas degradadas e gerar remoções de carbono em escala”, afirma Gabriel Haddad Silva, CEO da Mombak.

Estimativas

De acordo com o Banco, durante a implatanção, a operação irá gerar até 440 empregos diretos e 65 indiretos. Após a implantação, a estimativa é de manutenção de 50 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. A operação também deverá estimular atividades locais relacionadas ao fornecimento de sementes e mudas, serviços florestais, manutenção e monitoramento das áreas restauradas.

A previsão é que o financiamento do BNDES, sozinho, resulte na geração de até 4,7 milhões de unidades de créditos de remoção de carbono.

Os créditos resultantes da remoção de carbono deverão ser comercializados tanto no mercado voluntário quanto, potencialmente, nos mercados de compliance que hoje estão em desenvolvimento no mundo inteiro. O modelo de negócios do grupo prevê a recuperação de áreas anteriormente utilizadas, principalmente, pela pecuária de baixa produtividade, com posterior certificação da remoção de carbono resultante do crescimento da nova floresta.