Logística
Expansão logística: Movimentação de cargas cresce em todos os modais no 1º semestre de 2026
Desempenho operacional da infraestrutura impulsionou a criação de mais de 10 mil postos de trabalho em junho
Foto: Divulgação
A movimentação de cargas na rede logística nacional registrou crescimento generalizado nos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo durante o primeiro semestre de 2026. Segundo o relatório Panorama de Transportes, elaborado pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL) da Infra S.A., o avanço do setor reflete o aumento dos investimentos públicos federais e a expansão da atividade econômica no país.
No transporte aquaviário, fluxo decisivo para o escoamento de insumos e produtos das regiões produtoras, o comércio exterior movimentou 497,20 milhões de toneladas nos primeiros seis meses do ano. As ferrovias transportaram 255,65 milhões de toneladas úteis (TU) — avanço de 1,2% em relação ao mesmo período de 2025. Já o modal aéreo registrou 714,06 milhões de quilos de carga paga (alta de 2,0%), enquanto o fluxo rodoviário de grãos (soja, milho e farelo) somou 49,59 milhões de toneladas (+1,1%).
Destaque para matriz energética e recorde do petróleo
O transporte de combustíveis e derivados de petróleo registrou um dos crescimentos mais expressivos da matriz de transportes no semestre:
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Escoamento de derivados: O volume rodoviário de combustíveis atingiu 19,72 milhões de metros cúbicos de janeiro a junho, alta de 8,7% na comparação interanual. O resultado foi puxado pelo desempenho de junho, que movimentou 5 milhões de m³ contra 2,47 milhões de m³ no mesmo mês do ano anterior.
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Recorde na produção de petróleo: Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam uma média histórica de 4,475 milhões de barris por dia em junho (+19,1% em relação a 2025), com o pré-sal respondendo por 82% do volume nacional — liderado pelo campo de Búzios, na Bacia de Santos.
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Consumo e produção de diesel: A produção nacional de óleo diesel cresceu 7,15% no semestre, alcançando 24,61 milhões de m³, enquanto o consumo no setor de transportes expandiu 1,7%, somando 27,66 milhões de m³.
A ampliação da capacidade operacional e o aporte contínuo de recursos na manutenção e expansão da malha viária e portuária têm reduzido gargalos logísticos históricos, garantindo maior fluidez ao escoamento produtivo nacional.

