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Pará e Amazonas lideram criação de empregos formais e concentram 64% das vagas no Norte

Enquanto Manaus concentrou 86% dos empregos do Amazonas, interior paraense ganha força na absorção de mão de obra e geração de renda

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O mercado de trabalho formal na Região Norte encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 46.354 novas vagas de empregos com carteira assinada, impulsionado pelo desempenho do Pará.

Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) mostram que o estado foi o responsável direto por 37,7% de todas as contratações líquidas da região, registrando um saldo de 17.488 postos formais (261.658 admissões contra 244.170 desligamentos).

O resultado garantiu ao Pará a liderança regional, superando o Amazonas, segundo colocado no ranking, que fechou o período com 12.377 novos empregos gerados.

Desempenho por setores e capitais

A dinamização do comércio e do setor de serviços foi o principal motor da economia paraense no período, somando 78.795 admissões e um saldo positivo de 6.312 carteiras assinadas.

Na sequência, a indústria de transformação também apresentou forte ritmo ao registrar 70.272 contratações e saldo de 4.794 postos na produção de bens e serviços industriais, enquanto os serviços administrativos fecharam o semestre com saldo positivo de 3.168 vagas.

Em contrapartida, a agropecuária foi o único setor a registrar retração no estado, com o fechamento líquido de 94 postos.

No comparativo entre as capitais, Belém manteve papel relevante ao abrir 4.106 vagas formais — cerca de 23,5% do total do estado. Já no Amazonas, a dependência da capital foi significativamente maior: Manaus concentrou 10.647 do saldo total de 12.377 vagas geradas pelos amazonenses, representando mais de 86% do resultado estadual.

Perfil do trabalhador contratado

O levantamento do Novo Caged aponta que a absorção de mão de obra no Pará focou majoritariamente na população jovem e com ensino médio completo, que representou 70% do total de contratações (180.002 admissões).

Na divisão por faixa etária, a liderança ficou com jovens de 18 a 24 anos (78.201 contratações), seguidos pelo grupo de 30 a 39 anos (69.692) e de 25 a 29 anos (47.743). Do ponto de vista de gênero, o contingente masculino respondeu por 173.224 admissões, enquanto o feminino somou 88.434 contratações no semestre.

Fonte: Portal DOL