Logística
Dragagem no Amazonas: DNIT inicia obras em 4 trechos estratégicos em setembro
DNIT mobiliza equipes para garantir o abastecimento e a segurança do transporte fluvial na região
Imagem melhorada com IA - Foto: Divulgação/DNIT
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) dá início, na primeira quinzena de setembro, às obras de dragagem de manutenção em quatro trechos estratégicos da malha hidroviária do Estado do Amazonas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (27). De acordo com o comunicado, as ordens de serviço já foram formalmente emitidas e as equipes operacionais realizam o trabalho de mobilização de insumos e maquinários para o começo imediato das intervenções.
As operações contemplam os trechos Benjamin Constant–São Paulo de Olivença, Tabatinga–Benjamin Constant, Coari–Codajás e Manaus–Itacoatiara. A iniciativa faz parte do Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (PADMA), diretriz do DNIT voltada a assegurar o fluxo contínuo de suprimentos e passageiros pelas calhas dos rios amazônicos.
Planejamento contínuo e monitoramento preventivo
Estruturado sob um modelo de planejamento de longo prazo, o programa conta com contratos de vigência de cinco anos. O formato garante previsibilidade e continuidade na execução dos serviços preventivos, mitigando os impactos gargalo provocados pela sazonalidade dos rios e pelos períodos de estiagem.

A seleção dos trechos críticos decorre do monitoramento técnico periódico realizado pelo DNIT nas hidrovias sob sua jurisdição. Esse acompanhamento constante viabiliza a identificação antecipada dos pontos com menor profundidade do leito e o dimensionamento correto das dragagens operacionais.
Tecnologia empregada
Para o desassoreamento e a desobstrução dos canais de navegação, a execução utilizará prioritariamente o método de sucção e recalque. Exceção ocorre no trecho de alto fluxo entre Manaus e Itacoatiara, onde será mobilizada uma draga do tipo Hopper (autotransportadora de arraste), equipamento de alta capacidade indicado para grandes volumes de sedimentos.
As intervenções têm como finalidade manter a profundidade mínima operacional dos canais, assegurando regularidade, redução de custos logísticos e segurança para a cabotagem e o transporte fluvial de cargas e passageiros no Amazonas.
