Economia
Setor de serviços do Amazonas cresce 1,8% em maio, mas segue com pior desempenho do país no acumulado do ano
Resultado melhora desempenho no curto prazo
O setor de serviços do Amazonas registrou crescimento de 1,8% na receita nominal em maio de 2026, na comparação com abril, já descontados os efeitos sazonais. Com o resultado, o estado alcançou a 6ª colocação no ranking nacional de crescimento mensal, superando unidades da federação como Bahia (1,3%), São Paulo (0,9%) e Minas Gerais (0,0%). O avanço interrompe uma sequência de resultados negativos no setor. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (15).
Comparação com maio de 2025
Na comparação entre maio de 2026 e maio de 2025, o Amazonas apresentou queda de 1,5% na receita nominal. O estado ocupa a 27ª posição no ranking nacional, sendo uma das duas únicas unidades da federação a registrar resultado negativo no período.
Os maiores crescimentos foram observados em Alagoas (34,6%), Acre (23,6%) e Amapá (15%). Além do Amazonas, apenas o Maranhão apresentou retração, com recuo de 0,4%.

Acumulado de janeiro a maio
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Amazonas registra queda de 0,6% na receita nominal, permanecendo na última posição entre os estados brasileiros.
Na região Norte, os melhores desempenhos foram registrados por Roraima (15,7%), Rondônia (13,3%) e Amapá (12,8%). Além do Amazonas, apenas o Tocantins apresentou resultado negativo no acumulado do ano, com retração de 0,1%.
Acumulado de 12 meses
No indicador que considera os últimos 12 meses em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, o Amazonas registrou retração de 0,7%. O estado é a única unidade da federação com resultado negativo nesse recorte.
O Distrito Federal lidera o ranking nacional, com crescimento de 13,1%, seguido por Rondônia, com alta de 12,6%.

Panorama nacional
Em âmbito nacional, o setor de serviços manteve trajetória de crescimento em maio de 2026. No acumulado de 12 meses, 26 das 27 unidades da federação registraram expansão da receita nominal. Os maiores avanços concentram-se nas regiões Centro-Oeste e Norte, com destaque para Distrito Federal, Rondônia, Roraima e Mato Grosso.
No acumulado do ano, a maior parte dos estados também apresentou crescimento. Apenas Amazonas (-0,6%) e Tocantins (-0,1%) registraram retração no período.
