Economia
Tarifa adicional de 25% dos EUA prejudica competitividade brasileira e ameaça exportações
No primeiro semestre de 2026, 20 dos 27 estados brasileiros já registraram queda nas exportações para os Estados Unidos
Dois contêineres representando exportações entre EUA e Brasil |
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acompanha com preocupação o anúncio sobre nova tarifa de 25%, confirmada nesta quarta-feira (15) pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas dos dois países.
“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Os impactos das tarifas adotadas pelos Estados Unidos, desde 2025, já são percebidos no comércio bilateral. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano diminuíram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A retração foi influenciada pela redução de 8,7% nas vendas de bens industriais, especialmente de produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e produtos semimanufaturados de outras ligas de aço. Apesar da queda, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período.

20 estados brasileiros exportaram menos para os EUA em 2026
Os efeitos das tarifas em vigor desde 2025 também já aparecem nas exportações dos estados brasileiros. No primeiro semestre deste ano, 20 das 27 unidades da Federação registraram queda nas vendas para os Estados Unidos em comparação com o mesmo período de 2025.

