A disparada no preço das passagens aéreas para o 59º Festival de Parintins, que variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil no site da Azul Linhas Aéreas, dificulta a compra de bilhetes por passageiros e impacta principalmente a chegada de turistas para um dos maiores espetáculos culturais do país realizado na ilha tupinambarana. A situação levou a uma cobrança de explicações dos critérios de reajustes tarifários da companhia aérea por parte do deputado estadual João Luiz, que abordou o tema durante discurso no plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
O deputado informou que acionará a Comissão de Transporte da Aleam e pretende solicitar a presença de representantes da companhia no Parlamento estadual para prestar esclarecimentos sobre os reajustes aplicados durante o período do festival. Outro ponto destacado pelo parlamentar é o monopólio da empresa, responsável por voos nos municípios do Amazonas.
“Queremos saber da empresa quais os critérios utilizados para a definição dos preços no período do Festival de Parintins e avaliar possíveis medidas em defesa dos consumidores amazonenses, que estão pagando uma conta muito alta para o deslocamento aéreo. Isso afeta também o turismo do nosso estado”, afirmou.

Segundo João Luiz, o aumento das tarifas tem gerado insatisfação entre moradores e visitantes que pretendem participar da festa. Para o parlamentar, períodos de grande movimentação econômica e turística não podem servir de justificativa para práticas que dificultem o acesso da população ao transporte aéreo.
“Vivemos isolados e o direito de ir e vir do consumidor amazonense e brasileiro está sendo inviabilizado, pois a Azul está cobrando preços muito mais altos para Parintins do que para viagens a outros países”, ressaltou.

Deputado estadual João Luiz | Foto: Assessoria de Comunicação da Aleam
O deputado também destacou que os amazonenses já enfrentam custos elevados para se deslocar entre os municípios devido às particularidades geográficas da região. Na avaliação dele, a oferta limitada de voos e a concentração do serviço em poucas empresas contribuem para a manutenção de tarifas consideradas elevadas pelos consumidores.
“A Azul aumentou o valor das passagens para todos os municípios amazonenses atendidos pela companhia e, ao mesmo tempo, reduziu o tamanho das aeronaves. Isso é inadmissível. Como representante do povo, vamos trazer os responsáveis pela empresa a esta Casa Legislativa para justificar essa exploração dos consumidores, sejam eles brasileiros ou estrangeiros”, concluiu.
