Infraestrutura
Montagem da primeira torre de transmissão são concluidas no Rio Trombetas (PA)
Estrutura de 150 metros vai conectar a operação ao Sistema Interligado Nacional e reduzir 25% da emissão de carbono
Torres de Transmissão PLT, no Pará |
A montagem das estruturas na travessia reúne desafios de engenharia, logística, meio ambiente e segurança típicos da Amazônia. A execução exige equipamentos de grande porte, transporte especializado e planejamento detalhado para atuação em uma região de difícil acesso. As próximas etapas do PLT incluem a montagem de outras quatro torres da travessia, prevista para junho e julho. A Torre 28, que está atualmente em construção, chegará a 178 metros de altura.
Para o gerente de Projetos da MRN, Yanto Araújo, a conclusão da primeira torre consolida um trabalho que exige elevado grau de integração e planejamento. “Essa montagem demandou engenharia robusta, ampla mobilização de recursos e atuação entre equipes e empresas parceiras. Superamos desafios técnicos, ambientais e ocupacionais com total atendimento às condicionantes do projeto. Isso reforça nossa confiança para as próximas etapas da travessia”. Yanto acrescenta que não houve qualquer registro de acidente.
Energia mais limpa
A linha de transmissão de 98 quilômetros no oeste do Pará é uma iniciativa estratégica da MRN para ampliar sua eficiência energética. O empreendimento prevê a conexão da unidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio de linha de 230 kV que ligará a subestação de Oriximiná à futura subestação Saracá, em Porto Trombetas. Com a conexão ao SIN, a expectativa é reduzir em 25% a pegada de carbono da companhia a partir de 2027.

A obra movimenta a economia regional por meio da contratação de trabalhadores, fornecedores e serviços na região. Um ano após o início da implantação, o PLT gerou 847 empregos diretos, sendo, 460 vagas ocupadas por trabalhadores de Oriximiná, município onde está localizada a operação da companhia. O avanço da infraestrutura energética ocorre em paralelo ao Projeto Novas Minas (PNM), que está em fase de licenciamento e é considerado estratégico para a continuidade das operações da MRN no longo prazo.
Metade da estrutura está concentrada na travessia
Sérgio Reis, gerente de Departamento de Construção da MRN, explica que o trecho concentra cerca de 50% de todo o volume de concreto, aço e estruturas metálicas previstos para o PLT. Segundo Reis, essa complexidade se reflete também na importância do empreendimento,“A conclusão da primeira torre e o avanço da segunda demonstram a capacidade técnica das equipes para executar uma obra dessa magnitude em ambiente amazônico, com segurança, planejamento e responsabilidade”.
As obras do PLT incluem a abertura de faixa de servidão, construção de fundações e montagem de torres, além da implantação de subestações. Durante a execução, a MRN adota medidas de controle ambiental, como monitoramento e resgate de fauna e flora e uso de técnicas para reduzir impactos sobre espécies aquáticas, rios, lagos, igarapés, solo e florestas. A empresa mantém diálogo com 19 comunidades na área de influência, por meio de reuniões, diagnósticos socioambientais e ações de acompanhamento das etapas da obra.
