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Câmara analisa incentivos fiscais para produção de datacenters

Proposta cria um regime especial que reduz impostos na compra de máquinas e equipamentos usados em centros de dados

Divulgação

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar o Projeto de Lei (PL) 278/26, que cria benefícios fiscais para centros de processamento de dados, conhecidos como datacenters. A proposta institui um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) e suspende a cobrança de tributos federais sobre a compra de máquinas e equipamentos destinados a essas estruturas.

Datacenters são instalações que concentram, em um único local, computadores, equipamentos de rede e sistemas de armazenamento capazes de processar e gerenciar grandes volumes de dados. Fundamentais para a economia digital, essas estruturas sustentam aplicativos, plataformas de internet e serviços em nuvem, e demandam alto consumo de energia e sistemas de refrigeração. Empresas como Google e Amazon mantêm unidades com mais de 5 mil computadores.

Regime especial e continuidade de incentivos

O PL 278/26 ganhou regime de urgência no último dia 10 de fevereiro, o que permite que seja votado diretamente no Plenário, sem passar pelas comissões permanentes da Câmara. A proposta foi apresentada pelo líder do governo na Casa, deputado José Guimarães (PT-CE), para dar continuidade aos incentivos previstos na Medida Provisória (MP) 1.318/25, que perde a validade em 25 de fevereiro caso não seja analisada pelo Congresso Nacional.

Pelo texto, o Redata suspende a cobrança de Programa de Integração Social (PIS)/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação na aquisição de componentes eletrônicos e bens de tecnologia da informação destinados aos datacenters.

Para ter acesso ao regime especial, as empresas deverão cumprir exigências de sustentabilidade, como o uso de energia limpa, além de aplicar 2% do valor do incentivo em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Ao defender a proposta, José Guimarães afirmou que a medida é necessária para atrair investimentos e gerar empregos. “O volume de investimentos que poderão vir para o Brasil espera uma regulação daquilo que é fundamental para dar segurança jurídica aos investidores. Nós vamos ter um volume muito grande de investidores no Brasil nos datacenters. Portanto, isso terá muito impacto na geração de empregos”, declarou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias