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Comércio exterior de Rondônia supera déficit de setembro e acumula US$ 560,2 milhões no ano

Recuo mensal foi puxado pelo salto de 40% nas importações e novas taxas sobre a carne bovina no mercado chinês

Foto: Reprodução/Xinhua | Foto: Reprodução/Xinhua

O comércio exterior de Rondônia registrou, em setembro, um déficil pontual de US$ 59,5 milhões, valor decorrente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões em compras, segundo dados divulgados pelo Observatório da Indústria, instrumento da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero). Apesar do recuo mensal, o saldo acumulado de janeiro a setembro de 2026 continua positivo, somando US$ 560,2 milhões.

O saldo negativo decorre do salto de 40% nas importações em comparação ao mesmo período de 2025. Outro fator que contribuiu o resultado, embora em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que ao atingir o teto da cota anual, passou a sofrer uma sobretaxa de 55% sobre a taxa base de 12%, elevando a alíquota total para 67%.

Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá.

O Observatório destacou também a pauta de embarques do mês, que permaneceu concentrada em itens do setor produtivo rural, com destaques para a carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou ritmo de expansão contínuo, consolidando 7,3% da pauta mensal. As variações verificadas no volume de grãos ao longo dos últimos meses acompanham o calendário natural de colheita e logística de escoamento da safra regional.

Do lado das importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada pela Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Nesse sistema, empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local.

A consolidação de resultados positivos ao longo de nove meses demonstra a estabilidade do setor produtivo local no cenário internacional. Conforme a Federação, o desafio contínuo envolve a busca por maior agregação de valor aos produtos primários e o fortalecimento de canais comerciais alternativos, assegurando dinamismo às exportações rondonienses frente às oscilações da economia mundial.