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Câmara pode votar projeto que eleva limite do MEI para R$ 130 mil e autoriza até 2 funcionários

Texto aprovado pelo Senado pode reenquadrar mais de 570 mil MEIs e permitir a entrada de cerca de 470 mil novos negócios no regime

Imagem mostra blocos de madeira formando a sigla MEI, ao lado de calculadora e caneta sobre uma folha, em referência ao projeto que amplia o limite de faturamento e a contratação de funcionários | Foto: Divulgação/Sebrae

O Projeto de Lei Complementar 108/2021, que deve entrar em votação nos próximos dias na Câmara dos Deputados, propõe aumentar de R$ 81 mil para R$ 130 mil o limite de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI) e autorizar a contratação de até dois funcionários.

Caso seja mantido o texto proposto pelo Senado, o projeto segue para sanção presidencial. Somente no início de 2025, mais de 570 mil MEIs foram desenquadrados da categoria por excederem o limite de faturamento de R$ 81 mil no ano anterior.

O Sebrae avalia que a elevação para R$ 130 mil recompõe o valor real, considerando que o teto está inalterado desde 2018, e viabiliza crescimento sustentável na formalidade, reduzindo incentivos à subdeclaração ou à informalidade. Além disso, a iniciativa atende ao interesse público de estimular a formalização e apoiar pequenos negócios, tratando-se de medida que reduz o estrangulamento do MEI por defasagem inflacionária acumulada nos últimos anos.

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Presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima | Foto: Divulgação/Sebrae

Na mesma linha, o presidente do Sebrae, Décio Lima, reforça que a mudança deve ampliar a permanência de empreendedores na formalidade e facilitar o retorno de negócios ao regime. “O aumento do enquadramento trará muitos negócios para a legalidade, num modelo claramente mais simples e menos burocrático. Como efeito imediato, possibilita o reenquadramento das empresas que excederam o faturamento, além do potencial ingresso de aproximadamente 470 mil empresas hoje fora do regime.”

Para o presidente do Sebrae, a medida não beneficiará somente os mais de 13,1 milhões de pequenos negócios que se encaixam neste modelo de empresa. “Em um cenário conservador, a proposta de contratar até dois empregados, ampliando sua capacidade operacional e podendo gerar até 1,5 milhão de novos postos de trabalho, caso 10% dos MEIs contratem o segundo funcionário”, aponta.