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Balança comercial de Rondônia atinge superávit de US$ 23,9 milhões em agosto

Exportações subiram 8,2% impulsionadas pela carne bovina, enquanto o Egito assumiu a liderança entre os compradores no mês

Foto: Divulgação/Agência Brasil

A balança comercial de Rondônia fechou o mês de agosto de 2026 com saldo positivo de US$ 23,9 milhões, impulsionada por US$ 253,5 milhões em exportações, alta de 8,2%, e US$ 229,6 milhões em importações, crescimento de 32%, ambas em comparação com agosto de 2025. Dados do Observatório da Indústria de Rondônia (FIERO) apontam a carne bovina como liderança nas exportações, com o Egito superando parceiros tradicionais e liderando entre os países compradores no mês.

Em agosto, a carne bovina liderou as exportações com faturamento de US$ 108,8 milhões, aumento de 43%. O milho ocupou o segundo lugar no ranking de embarques como destaque de crescimento, somando US$ 74,6 milhões e representando 29,4% do total exportado.

Na terceira posição, o café somou US$ 34 milhões em exportações, o equivalente a 13,4% das exportações rondonienses. A soja ocupou o quarto lugar, com uma retração pontual de participação de 4% e um saldo positivo de US$ 10,3 milhões.

Juntos, carne, milho, café e soja responderam por quase 90% das exportações rondonienses no período.

O rearranjo nos produtos comercializados refletiu nos parceiros internacionais. O Egito foi o principal comprador de Rondônia em agosto, absorvendo US$ 41 milhões em mercadorias, equivalente a 16,2% das exportações estaduais. Na sequência, figuraram a Rússia (US$ 21,5 milhões; 8,5%), os Estados Unidos (US$ 19,5 milhões; 7,7%), a Bélgica (US$ 18,1 milhões; 7,2%) e o Chile (US$ 16,6 milhões; 6,5%).

No acumulado do ano, a soja e a carne bovina concentraram 84,1% das exportações de Rondônia, somando faturamentos idênticos de US$ 1,1 bilhão cada, a soja teve alta de 42,2% no período e a carne representou 41,9% do total exportado. No mesmo período, o volume geral de exportações atingiu US$ 2,7 bilhões, com a China mantendo-se como o principal destino global ao responder por 23,3% desse montante.

Do lado das importações, que atingiram US$ 229,6 milhões em agosto e US$ 2,1 bilhões no acumulado do ano, a China segue como principal país de origem (37% no mês e 41,6% no ano), seguida pela Argentina (14% no mês). Os itens mais comprados no mês foram leite e laticínios (US$ 32,4 milhões; 14%) e adubos/fertilizantes (US$ 24 milhões; 10,4%).