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Com avanço no Norte e Sudeste, seca volta a se intensificar e cobre 52% do país

Mapeada pelo Monitor de Secas, a estiagem avançou em 12 estados e fez o Acre atingir 100% de área afetada pelo fenômeno 

Foto: Reprodução/MPAC

A seca voltou a se intensificar no Brasil entre junho e julho de 2026, com a área afetada subindo de 45% para 52% do território nacional afetada pelo fenômeno. Segundo o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), houve uma severidade em 12 estados e permaneceu estável em outros, com destaque para o estado do Acre, que teve a extensão atingida saltando de 67% para 100% de seu território.

Em conjunto com o Espírito Santo e Minas Gerais, o Acre intera o trio de estados brasileiros onde a seca cobre toda a extensão territorial. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 7% a 95%.

Na Região Norte, o território acreano foi o único a atingir a totalidade da área coberta pela estiagem no período. A porcentagem é a maior registrada no estado desde outubro de 2025, contudo, a severidade do fenômeno permaneceu estável entres os meses de maio e julho, registrando-se apenas seca fraca, a categoria mais branda na escala do Monitor.

Panorama da estiagem na Região Norte

A área sob o impacto da seca na Região Norte apresentou expansão e intensificação em diferentes pontos. Em termos de entensão territorial, o Amazonas liderou como o estado mais atingido pela estiagem em julho, com a área impactada dobrando de 30% para 60% e alcançando 935.845 km².

Já o Tocantins teve o maior percentual de registro do fenômeno na região Norte em julho, com a área afetada subindo de 92% para 95%. Trata-se da maior extensão coberta pela seca no estado desde janeiro deste ano, quando atingiu 100% do território.

Em relação aos demais estados da região, o Acre registrou o avanço mais expressivo ao registrar a seca se alastrar de 67% para 100% de seu território, cobrindo todos os seus 152.581 km². Rondônia e Roraima também tiveram aumento em área afetada pelo fenômeno, mas mantiveram a severidade estável. Já o Pará permaneceu estável desde maio, com 28% da área atingida, enquanto o Amapá permaneceu totalmente livre da estiagem.

Cenário nas demais regiões do país

O avanço da seca não ficou restrito ao Norte, ganhando força também no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. A Região Sudeste apresentou o quadro mais severo em termos percentuais, com 89% de sua área sob influência da estiagem, sendo que o estado de São Paulo concentrou a condição mais grave registrada em julho no Brasil.

No Nordeste, dez estados registraram avanço da seca, com destaque para a intensificação da severidade em Pernambuco, onde a área afetada subiu de 81% para 91%, tornando-o o estado com o maior percentual de área atingida na região. Já no Centro-Oeste, a extensão territorial afetada aumentou principalmente em Goiás e no Mato Grosso do Sul.

Em contrapartida, a Região Sul registrou a situação mais branda do país ao apresentar um abrandamento nos índices. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina zeraram os registros de seca, juntando-se ao Amapá e ao Distrito Federal que ficaram totalmente livres do fenômeno no período.