Logística
Com aporte de quase R$ 1 bilhão, novo Porto da Manaus Moderna avança na modernização logística
Estaleiro Juruá, em Iranduba, iniciou o corte de chapas de aço para a fabricação de estruturas do porto, cuja conclusão está prevista para 2028
Foto: Divulgação
A infraestrutura logística e de transportes da Amazônia deu um passo histórico nesta quinta-feira (22) com o início da fixação das estacas que estruturarão o novo complexo portuário da Manaus Moderna, no Centro da capital amazonense. Com um aporte próximo de R$ 1 bilhão (R$ 876 milhões) viabilizado no âmbito do Novo PAC, o empreendimento consolida-se como um dos projetos estratégicos mais importantes para o escoamento de mercadorias, o abastecimento dos municípios do interior e a mobilidade de milhões de passageiros que dependem da navegação fluvial na região.
A largada das obras contou com etapas simultâneas na capital e na indústria naval do estado. Além da mobilização canteiro de obras no waterfront de Manaus, a comitiva de autoridades acompanhou no Estaleiro Juruá, em Iranduba, o corte inaugural da chapa de aço naval — totalizando cerca de 16 mil toneladas de matéria-prima fornecida pela Usiminas — que moldará os módulos flutuantes e berços de atracação do futuro terminal. A entrega do complexo está projetada para o horizonte de 24 meses.
Modernização, Segurança e Tecnologia Naval
Projetado para ser o maior porto de beira de rio da América do Sul, o novo complexo ocupará uma área de aproximadamente 38 mil metros quadrados, concebida para absorver um fluxo anual de 3,5 milhões de passageiros. O projeto arquitetônico e de engenharia civil foca na resiliência frente aos extremos hidrológicos da bacia amazônica, incorporando 1.400 estacas de sustentação em uma estrutura elevada voltada a acompanhar as oscilações sazonais do nível do Rio Negro — contemplando inclusive berços de apoio para embarcações de grande porte com mais de 80 metros de comprimento.
Entre os elementos de engenharia e urbanismo planejados para o terminal destacam-se:
- Cais flutuantes, pontes metálicas móveis, áreas dedicadas ao manuseio de cargas e encomendas, além de instalações administrativas e de fiscalização.
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Cobertura do estacionamento equipada com painéis solares para geração de energia limpa, atrelando eficiência energética ao complexo.
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Espaços comerciais, praça de convivência, mirante, restaurantes, playground, estação de tratamento de esgoto e áreas de apoio à saúde com previsão de instalação de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) tipo 5 e de uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Foto: Divulgação/Estaleiro Juruá
Ecos da Indústria Regional e Revitalização Urbana
A execução do empreendimento, sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mobiliza um consórcio especializado formado pela Construtora ETAM e pela Juruá Estaleiros e Navegação, reforçando a capacidade técnica e a geração de empregos na cadeia produtiva naval do Amazonas.
Do ponto de vista macroeconômico e urbanístico, o novo porto integra o eixo de requalificação do Centro de Manaus, articulando-se espacial e comercialmente com a Feira da Banana e a Feira da Manaus Moderna. A proposta visa otimizar o fluxo viário, padronizar a atividade comercial e garantir um padrão de dignidade e segurança aos trabalhadores, comerciantes, transportadores e passageiros que encontram na via fluvial o principal elo de integração da Zona Franca de Manaus e do Polo Industrial de Manaus (PIM) com o restante do estado e do país.

