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Plano de Transmissão 2026 estabelece implantação de baterias no Acre com investimento de R$ 249 mi

Documento publicado pelo MME engloba 45 obras em 17 estados até 2033, incluindo aporte de R$ 24 bilhões para o Bipolo Nordeste II

Foto: Divulgação

A 1ª emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (Potee) de 2026, prevê 45 novas obras de expansão do sistema de transmissão e determina as ampliações e os reforços a serem implantados até 2033. O documento estabele também a implantação de sistema de armazenamento de energia em baterias (Bess) no Acre, com investimento estimado em R$ 249 milhões.

Essa edição do Potee foi publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira (1º). As obras estão prevista em localidades de 17 unidades da federação, nas cinco regiões do país.

O plano é o instrumento utilizado pelo MME que define as instalações de transmissão a serem implantadas no Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo o Ministério, o objetivo da implantação do sistema de armazenamento de energia em baterias é aumentar a confiabilidade do suprimento as cidades acreanas Cruzeiro do Sul e a Feijó, localidades atendidas por sistema radial de grande extensão.

Ainda no plano, há a determinação da construção das linhas Tucumã–Feijó e Feijó–Cruzeiro do Sul, de 230 kV, que somam juntas somem R$ 717 milhões.

Dentre os destaques do Potee estão o conjunto de instalações associado ao Bipolo Nordeste II para ampliar a capacidade de exportação da região Nordeste e de importação da região Sul, com data de necessidade em janeiro de 2033. O investimento estimado para esse conjunto de obras é de mais de R$ 24 bilhões, com data de necessidade em janeiro de 2033.

Outra determinação do documento é a implantação de tecnologia para calcular em tempo real a capacidade de transmissão da linha Mogi Guaçu I – São João da Boa Vista II, em São Paulo, a partir das condições ambientais e operacionais.

Com investimento estimado em R$ 2,1 milhões, a solução permitirá postergar a reconstrução da linha, estimada em cerca de R$ 140 milhões.