Amapá
Do Amapá para Toronto: mineradora capta R$ 512 milhões para expandir produção de ouro
A mineradora, responsável pela retomada da exploração de ouro no Amapá, destinará os recursos para ampliar investimentos na produção
A companhia vendeu 127.272.728 ações ordinárias ao preço de US$ 1,10 por ação. A operação poderá ser ampliada em aproximadamente US$ 15 milhões adicionais, considerando a opção de lote suplementar concedida pela empresa aos subscritores para a aquisição de ações extras.
A cerimônia contou com participação da equipe executiva da mineradora e do CEO Ivan Truzzi, que afirmou que a abertura de capital garantiu à empresa a capitalização necessária para avançar no desenvolvimento das operações.
“Após a abertura de capital (IPO), atingiremos o grau de capitalização ideal para avançar no desenvolvimento de nossas operações, aproveitar com sucesso o amplo potencial de nossa base de ativos e consolidar nossa estratégia de crescimento, em busca do objetivo de construir uma plataforma de ouro de referência no Brasil”, disse Ivan Truzzi.

Foto: Divulgação
O recurso captado será destinado a investimentos no Projeto Amapá, visando ampliar a capacidade da empresa de investir na produção, exploração e expansão de suas operações no estado, justamente após a retomada de um empreendimento que permaneceu paralisado por anos.
A entrada na bolsa canadense ocorre após a Amapá Minerals assumir a operação em 2025, concentrando suas atividades no município de Pedra Branca do Amapari, e que se estende a Serra do Navio (AP). A empresa já gerou mais de mil empregos diretos e indiretos, com aproximadamente 70% do quadro de funcionários formados por trabalhadores amapaenses, desde a reativação.
Logo em seguida, em maio de 2026, a companhia realizou sua primeira produção de ouro. Entre maio e junho, foram processadas aproximadamente 24,6 mil toneladas de material, segundo os resultados divulgados pela empresa.
Retomada da mineração
A articulação das atividades mineradoras contou com o papel estratégico do Governo do Estado e da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá na aproximação de investidores e na retomada de projetos paralisados. O processo envolveu a atuação de órgãos estaduais, segurança jurídica, licenciamento ambiental e diálogo direto com as empresas interessadas em investir no Amapá.
O presidente da Agência de Desenvolvimento do Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, salientou que a retomada da mineração é resultado de uma articulação institucional construída ao longo dos últimos anos.

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“A abertura de capital da Amapá Minerals mostra que a retomada da mineração no Amapá já ultrapassou a etapa da recuperação de uma atividade paralisada e entrou em um novo ciclo de investimentos. O Governo do Amapá trabalhou para aproximar investidores, apresentar as oportunidades do estado e ajudar a construir as condições para que projetos estratégicos voltassem a operar. Hoje, esse processo alcança o mercado internacional de capitais e traz novas possibilidades de expansão para o estado’’, disse Wandenberg.
Nesse processo de articulação, a Secretaria de Estado da Mineração, acompanha as questões específicas do setor e atua em conjunto com a Agência Amapá para impulsionar a atividade mineral e o desenvolvimento econômico do Amapá, criando condições para a chegada de novos investimentos, geração de empregos e fortalecimento da economia estadual.

