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Rio Negro recua para 21,76 metros em Manaus, mas vazante mantém padrão esperado, aponta SGB

Novo boletim detalha o comportamento da vazante na Bacia do Amazonas

Foto: Divulgação

Com o Rio Negro cotado a 21,76 metros em Manaus — uma descida expressiva frente aos 22,95 metros registrados na semana passada —, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontou, no 37º Boletim de Alerta Hidrológico, que o processo de vazante na bacia amazônica segue, em sua maior parte, dentro dos padrões esperados para o período.

Divulgado nesta semana, o levantamento destaca a normalidade na maioria dos pontos de monitoramento, à exceção da bacia do rio Branco, em Roraima, que opera abaixo das mínimas históricas.

Na bacia do rio Solimões, a estação de Manacapuru (AM) marcou 12,52 m, enquanto o rio Amazonas registrou 8,06 m em Itacoatiara (AM) e 3,64 m em Parintins (AM), refletindo o avanço natural da vazante.

Cenário regionalizado e alertas de longo prazo

O SGB destaca que o cenário atual difere dos extremos registrados em 2023 e 2024, apresentando um comportamento mais diversificado entre as bacias. Enquanto a maioria dos rios segue o ritmo normal, a bacia do rio Branco enfrenta restrições mais severas em decorrência de precipitações abaixo da média nos meses de julho e agosto.

Apesar da normalidade na maior parte dos trechos, técnicos do órgão alertam que a ausência de chuvas esperadas entre setembro e novembro poderá prolongar a vazante nas calhas do Amazonas, Solimões, Negro e Tapajós, exigindo monitoramento contínuo das condições de navegabilidade.

Logística antecipada: Grupo Chibatão posiciona píer em Itacoatiara

Diante da sazonalidade da vazante e dos desafios impostos à cadeia de suprimentos da Zona Franca de Manaus (ZFM), o setor privado tem adotado medidas preventivas para blindar o escoamento de insumos e mercadorias.

Como parte dessa estratégia logística para mitigar os impactos da estiagem, o Grupo Chibatão transferiu,  nesta quinta-feira (17), um píer flutuante provisório para o município de Itacoatiara (AM). A operação foi autorizada em caráter especial e emergencial pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) por meio do Acórdão nº 559/2026.

A estrutura — que já comprovou alta eficiência ao movimentar milhares de contêineres durante a seca severa de 2024 — serve como alternativa estratégica para o transbordo de cargas a jusante dos pontos mais críticos da hidrovia, assegurando a continuidade das atividades industriais e o abastecimento de todo o estado do Amazonas.