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Vendas de imóveis novos movimentam mais de R$ 3,1 bilhões no Amazonas

Apenas no primeiro semestre de 2026, o Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu R$ 1,445 bilhão

Foto: Divulgação

O crescimento populacional e econômico de Manaus continua impondo desafios estruturais à mobilidade urbana, especialmente pelo distanciamento histórico entre as zonas residenciais e os polos de emprego e serviços. Para contornar esse gargalo e acompanhar a expansão da capital, o mercado imobiliário amazonense vem direcionando investimentos para o conceito de uso misto e centralidades urbanas — modelo que combina moradia, comércio, áreas verdes e conveniência em um mesmo perímetro.

O aquecimento do setor é sustentado por indicadores econômicos robustos. Dados divulgados pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM) revelam que o mercado imobiliário de Manaus movimentou R$ 3,168 bilhões em vendas de novos imóveis, registrando um crescimento de 24,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Apenas no primeiro semestre de 2026, o Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu R$ 1,445 bilhão, impulsionado pelo forte desempenho dos lançamentos de condomínios verticais e horizontais.

Infraestrutura integrada e eficiência urbana

Na avaliação de especialistas do setor, o avanço desses números reflete uma mudança estrutural na demanda por empreendimentos que ofereçam infraestrutura autossuficiente.

“Ao aplicar o conceito de uso misto, criamos um ambiente onde o desenvolvimento econômico e o bem-estar caminham juntos. A chegada de novos negócios a empreendimentos desse porte comprova que tanto o mercado investidor quanto o comprador final reconhecem o valor do planejamento urbano”, destaca Pedro Ponciano, COO da Mosaico Urbanismo.

O uso misto busca otimizar a dinâmica das grandes cidades ao eliminar a necessidade de longos deslocamentos diários. Em vez do zoneamento rígido, a proposta integra habitação, pontos comerciais, serviços essenciais, áreas de lazer e postos de trabalho em microrregiões planejadas.

Exemplo dessa estratégia na zona Oeste de Manaus, o Parque Mosaico foi projetado como um bairro autossuficiente. A infraestrutura conecta unidades habitacionais a praças e eixos comerciais descentralizados.

“Quando pensamos em bairros planejados, o objetivo principal é garantir acesso a comércio, saúde, educação e lazer a uma curta distância. Essa autonomia local devolve às famílias o ativo mais precioso do cotidiano: o tempo de qualidade”, pontua Ponciano.