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Manaus será sede de teste-piloto do 1º Censo da População em Situação de Rua

Ação do IBGE acontece entre agosto e setembro de 2026 para validar metodologias e tecnologias essenciais ao fortalecimento de políticas públicas 

Praça da Matriz, no Centro de Manaus | Foto: Milton Almeida/Am Atual

Manaus será uma das cinco capitais a sediar o Teste-Piloto do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, que ocorrerá entre 31 de agosto e 4 de setembro de 2026. Promovida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ação tem como objetivo testar as metodologias, tecnologias e operações de campo para a futura contagem oficial desse grupo populacional, prevista para ir a campo em junho de 2028.

Serão consideradas pessoas em situação de rua aquelas que dormiram em vias públicas, instituições ou locais não residenciais por ao menos uma noite nos sete dias anteriores à coleta, critério definido pelo Decreto nº 7.053/2009. Esse grupo é caracterizado pela extrema pobreza, vínculos familiares fragilizados e falta de moradia convencional, utilizando espaços públicos ou unidades de acolhimento temporário.

O Censo Nacional da População em Situação de Rua se destina à contagem e à caracterização demográfica e socioeconômica da população em situação de rua do país, constituindo-se como instrumento essencial para o fortalecimento das políticas públicas voltadas a esse grupo populacional, ao fornecer uma base estatística robusta, padronizada e comparável em âmbito nacional.

Para viabilizar a realização de um Censo, esse conceito precisará ser operacionalizado de acordo com as necessidades inerentes à produção de estatísticas oficiais, considerandose as dificuldades de aplicação de quesitos em entrevistas presenciais e os diversos obstáculos contextuais colocados à obtenção de informações específicas junto ao grupo populacional de interesse.

Primeira Prova Piloto em Manaus

Testes metodológicos e de instrumentos

Esta etapa destina-se a avaliar detalhadamente a primeira versão dos questionários diretamente no dispositivo móvel de coleta (tablet), buscando mensurar de forma precisa o tempo médio necessário para a aplicação completa de cada questionário. Além disso, busca-se verificar minuciosamente o grau de compreensão de cada quesito por parte dos entrevistados, reunindo assim os subsídios fundamentais para o aperfeiçoamento contínuo e para a definição final dos quesitos que irão compor a pesquisa.

Testes tecnológicos

No âmbito tecnológico, os esforços concentram-se em testar exaustivamente o funcionamento geral do aplicativo de coleta, com foco especial na sua performance, estabilidade do sistema e fluidez do fluxo de navegação. Paralelamente, avalia-se de perto o manuseio prático do tablet por parte dos entrevistadores, garantindo a clareza e a usabilidade de todas as interfaces apresentadas.

Testes operacionais

As avaliações operacionais consistem em observar atentamente, em condições reais de campo, todo o fluxo de trabalho desenvolvido pelas equipes, abrangendo desde o início do roteiro pré-estabelecido até a efetiva finalização das entrevistas. Nesse processo, valida-se o funcionamento e a operacionalização prática das zonas e dos roteiros de coleta, além de testar os mecanismos de transmissão das informações coletadas.

Por fim, avaliam-se todas as adaptações metodológicas e operacionais que se façam necessárias para a realização eficiente da coleta em territórios complexos e específicos, tais como os ocupados por povos indígenas, migrantes, refugiados ou solicitantes de refúgio.

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