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Polo Industrial confirma aprovação de todos os 80 projetos da pauta de R$ 2,6 bilhões

Rodada aprovada pelo Codam prevê 4.830 postos de trabalho, sendo 2.606 novas vagas no Amazonas

Foto: Divulgação

O Polo Industrial de Manaus (PIM) confirmou a aprovação de todos os 80 projetos industriais previstos na pauta de R$ 2,68 bilhões submetida à 320ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam). A rodada, analisada nesta quinta-feira (18), inclui projetos de implantação, diversificação e atualização produtiva, com previsão de 4.830 postos de trabalho, dos quais 2.606 correspondem a novas vagas.

Do total aprovado, 35 projetos são de implantação, ou seja, propostas de novas operações industriais para o Amazonas.

Outros 29 são de diversificação, quando empresas ampliam ou incorporam novas linhas de produção, e 16 são de atualização, voltados à modernização, ajuste ou expansão de projetos já incentivados.

A aprovação integral da pauta confirma uma das maiores rodadas recentes de investimentos industriais no Estado e reforça a disputa do Amazonas por novos projetos produtivos em meio à transição da reforma tributária. A reunião foi presidida pelo governador Roberto Cidade.

Os projetos aprovados têm prazo de maturação de até três anos para implantação e acesso aos incentivos fiscais estaduais.

“Essa pauta foi recorde com 80 projetos, o maior número da história e quase 5 mil empregos, que também é um número recorde. Esses projetos têm três anos de maturação e podemos olhar para frente e saber que temos uma projeção de aumento de mão de obra e consequentemente aumento de geração de renda, e isso se estende para toda a economia da cidade de Manaus e através de arrecadação, também para o interior do estado”, afirmou o secretário da Sedecti, Gustavo Igrejas.

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Foto: Alex Pazuello/Secom

Novas fábricas e expansão de linhas

Entre os projetos de implantação aprovados está o da Sunhope da Amazônia Indústria de Sistemas Inteligentes, para produção de registradores e medidores de energia elétrica. O investimento projetado é de R$ 138,8 milhões, com previsão de 224 postos de trabalho.

Também foi aprovado o projeto da V Tech Mobile Communication para produção de telefone celular digital. A proposta prevê investimento de R$ 126,8 milhões e 382 postos de trabalho, um dos maiores impactos da pauta em geração de emprego.

A Mystic da Amazônia teve projeto aprovado para produção de fogões de indução e a gás, com investimento previsto de R$ 3,6 milhões e 16 postos de trabalho. Na área farmacêutica, a Quanturion Latam Pharma teve projeto aprovado para medicamentos sólidos e preparações utilizadas em alimentos, cosméticos e bebidas, com investimento de R$ 42,9 milhões e 30 postos de trabalho.

Segurança jurídica e ambiente de negócios

A aprovação dos projetos ocorre em uma semana marcada por decisão favorável à Zona Franca de Manaus no debate sobre a reforma tributária. A Justiça Federal do Distrito Federal extinguiu a ação movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contra os créditos presumidos de IBS e CBS assegurados ao modelo na Lei Complementar nº 214/2025.

A decisão não encerra a discussão sobre os incentivos da Zona Franca, mas reforça, no curto prazo, a segurança jurídica em torno dos mecanismos criados para preservar o diferencial competitivo do modelo no novo sistema tributário.

Para o setor produtivo, a previsibilidade dos incentivos segue como fator central para transformar projetos aprovados em fábricas, linhas de produção, empregos e arrecadação.

Emprego e faturamento

O impacto sobre o emprego é um dos principais pontos da rodada aprovada. A pauta prevê 4.830 postos de trabalho, sendo 2.606 novas vagas. O restante envolve postos associados às operações aprovadas, incluindo empregos indiretos, remanejamentos e manutenção de mão de obra.

O Polo Industrial de Manaus já opera com média próxima de 130 mil trabalhadores, mantendo a indústria como uma das principais bases do emprego formal no Amazonas.

No ano passado, o faturamento do PIM chegou a R$ 229 bilhões. A expectativa do setor é que o Polo possa superar seu recorde histórico em 2026, impulsionado pela entrada de novos projetos e pela expansão de segmentos como duas rodas, eletroeletrônicos, bens de informática, químico, termoplástico e metalúrgico.

Além dos projetos industriais, a reunião também marcou a entrega da licença de instalação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) à Eneva. A licença autoriza a implantação de um cluster e a perfuração de três poços exploratórios de gás natural no bloco AM-T-85, em Silves, a 204 quilômetros de Manaus.

Com a aprovação integral da pauta, o desafio passa a ser a execução. A conversão dos projetos em produção efetiva dependerá de cronograma empresarial, licenciamento, mercado, infraestrutura e capacidade de transformar incentivos aprovados em investimento real no chão de fábrica.