A Unidade Termelétrica (UTE) Azulão I entrou em operação comercial no dia 4 de julho, após autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Localizada em Silves (AM), a usina passa a integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN), ampliando a oferta de energia ao sistema elétrico brasileiro.
A autorização foi publicada no Despacho Nº 2.899, de 3 de agosto de 2026, publicado no Diário Oficial da União em 04 de agosto de 2026, que liberou a entrada em operação da Unidade Geradora 1 (UG1). A usina possui capacidade instalada de 361,504 MW, com potência limitada a 295,429 MW, e utiliza gás natural como combustível. O empreendimento está conectado ao SIN por meio do barramento da Subestação Silves 500 kV.
A UTE Azulão I pertence à Azulão I Geração de Energia S.A., empresa controlada pela Eneva, e representa a primeira etapa do Complexo Termelétrico Azulão 950, que terá capacidade instalada total de 950 MW após a conclusão de todas as fases previstas.
Segundo a Eneva, o início da operação comercial é resultado de uma série de etapas técnicas realizadas durante a implantação do empreendimento. Entre elas estão o first fire da turbina, que marca o primeiro acionamento do equipamento com combustível, o sincronismo com o Sistema Interligado Nacional e os testes de confiabilidade exigidos para a liberação da operação comercial.
De acordo com a empresa, além de ampliar a oferta de energia ao sistema elétrico, o complexo também contribui para o desenvolvimento econômico da região. A companhia afirma que a implantação do projeto envolveu investimentos sociais, ações de qualificação profissional, geração de empregos e contratação de mão de obra local.
Nesta primeira fase, a UTE Azulão I disponibiliza 295 MW de potência contratada ao sistema elétrico. Quando concluído, o Complexo Termelétrico Azulão 950 reunirá três usinas termelétricas, totalizando 950 MW de capacidade instalada.
O empreendimento faz parte da estratégia de aproveitamento do gás natural produzido na Bacia do Amazonas para geração de energia, reforçando a segurança do abastecimento elétrico nacional e ampliando a infraestrutura energética da região Norte.