Transporte
Transporte aquaviário cresce 9,81% e alcança recorde de 374,6 bilhões de TKU em 2025
Estudo da Antaq revela o maior volume dos últimos cinco anos, impulsionado pelo avanço da navegação interior e hidroviários
O transporte aquaviário brasileiro alcançou aproximadamente 374,6 bilhões de toneladas-quilômetros úteis (TKU), em 2025, crescimento de 9,81% em relação em 2024 e a maior produção dos últimos cinco anos. O resultado faz parte do estudo Produção de Transporte Aquaviário, divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), nesta quarta-feira (07).
Realizado a cada dois anos pela Agência, o levantamento acompanha a evolução da produção do transporte de cargas e identifica os principais corredores hidroviários, perfis de carga e rotas comerciais do país.
O TKU considera a quantidade de carga transportada e a distância percorrida: uma tonelada transportada por um quilômetro corresponde a um TKU.
Os resultados mostram crescimento nas diferentes modalidades analisadas. A navegação interior chegou a 42,70 bilhões de TKU, avanço de 21,06% em relação a 2024. O longo curso realizado em vias interiores cresceu 23,46%, alcançando 44,98 bilhões de TKU. Já a cabotagem atingiu 286,92 bilhões de TKU, alta de 6,49%.
Relator da matéria, o diretor Wilson Lima Filho destacou que o estudo amplia o conhecimento sobre o setor e fornece informações para subsidiar as atividades de planejamento, acompanhamento e regulação desenvolvidas pela Agência.
“Na prática, o estudo sobre a produção do transporte aquaviário em TKU permite comparar modais de transporte, avaliar a capacidade e a eficiência, além de contribuir para o planejamento de infraestruturas e para a regulação do setor. Ao associar a quantidade de carga útil transportada à distância percorrida, o indicador também oferece elementos para compreender a intensidade de utilização dos corredores hidroviários e as ligações entre as origens e os destinos das cargas”, analisa o diretor.
Hidrovias chegam a 114,59 bilhões de TKU
Considerando a navegação interior, a cabotagem em vias interiores e o longo curso em vias interiores, a produção realizada nas hidrovias brasileiras chegou a 114,59 bilhões de TKU em 2025, crescimento de 19,06% em relação ao ano anterior. A Hidrovia do Baixo Amazonas respondeu por 63,95% desse total. Já na navegação interior, Madeira e Baixo Amazonas concentraram, juntas, cerca de 59,6% do TKU.
A Hidrovia do Madeira registrou 12,80 bilhões de TKU, alta de 20,92% sobre 2024 e participação de aproximadamente 30% na produção da navegação interior.
Outro destaque foi a Hidrovia do Rio Paraguai, com crescimento de 195,04%, enquanto a Paraná–Tietê apresentou redução de 31,77%. As diferenças refletem fatores como condições hidrológicas, operacionais e de infraestrutura, além de alterações nos fluxos de cargas.
Produção aquaviária e ferroviária
O estudo da Antaq também comparou a produção dos modos aquaviário e ferroviário. Em 2025, a soma da navegação interior e da cabotagem alcançou 329,62 bilhões de TKU, crescimento de 8,18%, enquanto o transporte ferroviário registrou 408,20 bilhões, com avanço de 2,50%.
A própria agência ressalva que a comparação considera a produção agregada dos modos e não representa uma avaliação de eficiência, produtividade ou custos.

