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Super Terminais conclui primeira operação de transbordo no píer provisório de Itacoatiara

Píer provisório recebeu o carregamento de 2.282 TEUs no navio NC Bravo

Foto: Divulgação/Super Terminais

O setor logístico de apoio ao Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou um marco operacional estratégico para enfrentar os desafios impostos pela estiagem na região. A Super Terminais concluiu com sucesso a sua primeira Operação Seca de 2026, utilizando o píer provisório instalado no município de Itacoatiara.

A alternativa logística consolida-se como um mecanismo essencial para manter a competitividade e o abastecimento contínuo das indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus diante da baixa dos rios. O complexo temporário é fruto de um aporte de R$ 70 milhões.

A operação inaugural da temporada foi marcada pelo carregamento do navio NC Bravo, que partiu com um volume expressivo de 2.282 TEUs (unidade equivalente a vinte pés). A movimentação no terminal provisório reuniu representantes da empresa, parceiros estratégicos e clientes, que acompanharam o desempenho técnico da estrutura montada para assegurar a previsibilidade das cargas em meio ao período de restrições de navegabilidade na calha dos rios amazônicos.

A execução bem-sucedida da manobra demonstra a resiliência operacional da companhia frente aos gargalos sazonais de transporte, garantindo que o escoamento da produção fabril e a chegada de matérias-primas essenciais não sofram rupturas capazes de paralisar as linhas de montagem do parque industrial amazonense.

Estratégia Logística e Continuidade Industrial

A utilização de terminais alternativos no interior do Amazonas tem ganhado importância estratégica para o setor de transporte e navegação, especialmente diante dos impactos das secas prolongadas nas bacias dos rios Amazonas e Solimões. Com soluções adaptadas de transbordo e operação portuária, a iniciativa busca garantir a continuidade do fluxo de cargas, manter a conexão da economia regional com os mercados nacionais e internacionais e reduzir os riscos de interrupção das atividades industriais do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Transferida para Itacoatiara no início deste mês, a estrutura conta com os três primeiros guindastes elétricos Konecranes ESP10 do mundo, desenvolvidos para operar em condições de restrição de navegabilidade e baixos níveis dos rios, características recorrentes durante a estiagem na região.

A base portuária ocupa uma área própria de 300 mil metros quadrados, na margem esquerda do rio Amazonas, a 1,4 quilômetro do porto público de Itacoatiara e com acesso por rodovia pavimentada. Projetado para funcionar ininterruptamente, o complexo opera 24 horas por dia, em três turnos, ampliando a capacidade de movimentação de cargas durante o período de vazante.

A infraestrutura reúne especificações voltadas à operação logística em condições adversas:

  • Píer flutuante: estrutura com 240 metros de comprimento e 24 metros de largura.

  • Posicionamento no rio: instalado a 100 metros da margem, o píer permite a atracação de navios de grande porte em um trecho com 34 metros de profundidade, conforme as condições locais, reduzindo as limitações enfrentadas pelos terminais de Manaus durante a vazante.

  • Conexão fluvial com Manaus: após o desembarque dos navios de longo curso, as cargas são transferidas por balsas até a capital amazonense, em um percurso de 108 milhas náuticas (cerca de 200 quilômetros). O tempo estimado de navegação é de 18 horas na ida e 12 horas no retorno.

Para garantir a continuidade das operações, a base também dispõe de uma estrutura de apoio que inclui abastecimento de combustíveis e óleo diesel, equipes de mergulho, serviços de reparos portuários, monitoramento eletrônico, atendimento médico de emergência, sistemas de combate a incêndios e instalações terrestres destinadas ao suporte das tripulações