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Super Terminais transfere estrutura de R$ 70 milhões para Itacoatiara para enfrentar a seca

Estrutura de 4 mil toneladas transporta três guindastes elétricos e integra investimento para garantir fluxo de cargas do PIM

Foto: Divulgação/Super Terminais

O Super Terminais deu início nesta sexta-feira (2) a uma das etapas mais estratégicas da Operação Seca 2026, com o transporte fluvial de uma estrutura modular de aproximadamente 4 mil toneladas da capital amazonense até Itacoatiara (AM).

A estrutura, desacoplada do terminal em Manaus, transporta os três primeiros guindastes elétricos do mundo (Konecranes ESP10), concebidos especificamente para operar em cenários de severa restrição de navegação na bacia amazônica.

A ação faz parte de um investimento de R$ 70 milhões da empresa para estruturar uma base de transbordo temporária na região, blindando a cadeia logística e assegurando o fluxo contínuo de mercadorias do Polo Industrial de Manaus (PIM) durante a vazante dos rios.

Infraestrutura e capacidade operacional em Itacoatiara

Instalada em uma área própria de 300 mil metros quadrados na margem esquerda do Rio Amazonas — a 1,4 km do porto público de Itacoatiara e com acesso rodoviário asfaltado pela estrada do Aeroporto —, a base conta com um píer flutuante de 240 metros de comprimento por 24 metros de largura.

Posicionado a 100 metros da margem e com um calado de 34 metros, o local permite a atracação de navios de grande porte sem as limitações de profundidade enfrentadas em Manaus.

As operações funcionam ininterruptamente, 24 horas por dia em três turnos, para descarregar 100% das cargas das embarcações de longo curso e transferi-las por meio de balsas até Manaus, vencendo um percurso de 108 milhas náuticas (cerca de 200 km) com tempo estimado de 18 horas na ida e 12 horas na volta.

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Foto: Divulgação/Super Terminais

Para dar sustentação às operações portuárias em Itacoatiara, o complexo dispõe de uma estrutura completa de apoio que inclui o fornecimento de combustíveis e óleo diesel, suporte especializado para atracações seguras, equipes de mergulho e serviços gerais de reparos portuários.

A base operacional também foi equipada com sistemas de segurança eletrônica 24 horas, suporte médico de emergência, coleta de resíduos, rede de combate a incêndios, conectividade em tempo real para rastreamento de cargas e uma base de apoio terrestre voltada à alimentação e ao fornecimento de água potável para as tripulações e equipes.

Previsibilidade diante dos impactos climáticos extremos

“Mobilizar uma estrutura dessa magnitude exige inteligência logística de ponta, mas garante a estabilidade econômica e o fornecimento contínuo de suprimentos para a população e para as indústrias da região no momento em que os rios atingem seus níveis mais baixos. Dessa forma, protegemos a cadeia produtiva amazonense e damos previsibilidade ao Polo Industrial de Manaus diante dos efeitos do Super El Niño”, destaca Marcello Di Gregorio, diretor-geral do Super Terminais.

A estratégia consolida-se após o aprendizado da temporada de 2023/2024, quando o agravamento do El Niño deixou o terminal sem movimentação de cargas em Manaus por 32 dias. Como resposta, a empresa investiu R$ 60 milhões na primeira Operação Itacoatiara, que atendeu 27 navios, movimentou mais de 33 mil contêineres e evitou paradas industriais na Zona Franca, culminando no recorde histórico de 264,8 mil TEUs em 2024.

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Foto: Divulgação/Super Terminais

Tradição em inovação e sustentabilidade na região Norte

Operando há 30 anos em Manaus e reconhecido como o primeiro porto verde do Brasil, o Super Terminais consolida sua atuação como um dos principais hubs logísticos da região Norte, integrando eficiência operacional, segurança rigorosa e sustentabilidade.

Além da consolidação da base em Itacoatiara, a empresa planeja novos aportes na modernização de ativos e uma parceria estratégica com o Governo do Amazonas para implantar a primeira usina de gás voltada ao maquinário portuário, ampliando a utilização de matrizes energéticas mais limpas nas operações da Zona Franca de Manaus.