Indústria
Sudam libera retenção de IRPJ para Copag, Britânia e Rio Negro Ambiental investirem em suas unidades em Manaus
Empresas vão reter 30% do Imposto de Renda para comprar equipamentos e modernizar operações na capital
Foto: Divulgação
Em uma medida que injeta investimentos diretos na economia local, a Diretoria Colegiada da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) autorizou três grandes empresas de Manaus a reterem 30% do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) para aplicar em suas próprias estruturas.
A decisão foi publicada nesta terça-feira (1º), no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Resolução nº 1.913/2026.
Na prática, o mecanismo de reinvestimento funciona como uma troca: em vez de repassar a totalidade do tributo federal para a União, as empresas recebem a permissão de guardar quase um terço do valor devido para comprar equipamentos e modernizar suas operações no estado.

Para onde vai o investimento em Manaus?
Os projetos aprovados beneficiam diretamente setores estratégicos da capital amazonense.
As indústrias Copag da Amazônia – empresa brasileira especializada na fabricação de produtos de papel e baralhos, com sede em São Paulo e unidade de produção em Manaus –, e Britânia Componentes Eletrônicos, ambas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), utilizarão os recursos para a aquisição de novos equipamentos.
Já no setor de serviços básicos, a Rio Negro Ambiental direcionará a verba do incentivo para a modernização tecnológica de suas instalações de captação, tratamento e distribuição de água, fortalecendo a infraestrutura de saneamento da cidade.
O impacto da medida na economia regional
O reinvestimento do IRPJ é um dos instrumentos de desenvolvimento regional geridos pela Sudam, sob o guarda-chuva do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
A grande vantagem do modelo é garantir que uma fatia expressiva dos impostos gerados no Amazonas permaneça no próprio estado. Com o aporte direcionado para a compra de máquinas e atualização de plantas industriais, o benefício estimula o emprego de mão de obra local, fomenta a cadeia de suprimentos da região e eleva a competitividade do ecossistema fabril amazonense.
