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Famílias na Região Norte podem economizar até R$ 29 ao pesquisar preço do gás de cozinha

Região concentra os quatro estados onde a botija de 13kg tem os preços mais altos

Foto: Divulgação

Na hora de comprar qualquer produto, pesquisar os preços é fundamental para conseguir economizar. No gás de cozinha na região norte, a diferença de preços pode chegar a R$ 29, que é o caso de Rondônia. O Norte concentra os quatro estados onde a botija de 13kg está entre as mais caras do Brasil.

Os dados constam do levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre os dias 11 e 17 de janeiro de 2026.
O local onde as famílias pagam mais caro é Roraima, onde o preço varia de R$132 a R$156, uma diferença de R$24. Para o economista Francisco de Assis Mourão Júnior, os custos logísticos explicam parte do valor elevado.

“O Gás é um produto pesado, inflamável e exige um aparato de segurança, que encarece o transporte. Além disso, a população da Região Norte está concentrada em poucos centros urbanos, o que eleva ainda mais os custos de distribuição”, explica.

Tocantins, Amazonas e Acre também possuem valores altos nas botijas de 13k. Em Palmas (TO) o valor pode chegar até R$156,00 enquanto Manaus (AM) chega a R$ 143,00 e em Rio Branco (AC) até R$133,00.

 

gás

 

Além dos valores médios, as variações entre as revendedoras também chamam a atenção. Em Rondônia, por exemplo, o consumidor pode encontrar o botijão sendo vendido entre R$109,00 e R$138,00, uma diferença de R$29,00 que pode fazer toda diferença no bolso do consumidor.

Os preços e as variações influenciam diretamente na renda mensal das famílias. Para quem faz o uso do gás para trabalhar, como no caso do confeiteiro Adnan Saad, esse cenário interfere nos custos do negócio e, muitas vezes, no valor final dos produtos.

“Em uma cozinha profissional, o aumento do preço do gás acaba sendo repassado ao consumidor. Quando os valores sobem muito, isso pode desestimular o consumo e afetar toda a cadeia econômica que depende do gás de cozinha”, relata.

A prática de pesquisar entre uma revendedora e outra pode resultar na economia de custo mensal. Analisar os preços previamente se tornou uma prática indispensável diante das variações do mercado.

“Sempre busco o melhor preço do botijão, porque a diferença entre uma revendedora e outra pode passar de R$10. No fim de um mês parece pouco, mas ao longo de um ano isso representa cerca de R$120, praticamente o valor de um botijão a mais”, afirma o confeiteiro Adnan.

Este levantamento realizado pela ANP é atualizado semanalmente e ajuda a evidenciar o impacto que o gás de cozinha tem no orçamento das famílias, mostrando que a pesquisa de preços entre revendedoras pode resultar em economia relevante na renda mensal.

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Com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis