Indústria
Produção e empregos registram queda em setembro e desaceleram atividade industrial no Tocantins
Capacidade instalada caiu para 61% e empresários veem carga tributária e falta de trabalhadores qualificados como maiores desafios
A indústria de Tocantins registrou retração no setores de emprego, produção e estoque no mês de setembro, acompanhada por uma redução na utilização da capacidade instaladas. Dados da Sondagem Industrial, elaborada pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), divulgada nesta quarta-feira (28), o indicador de utilização da capacidade instalada ficou em 61%, uma queda de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período ano passado.
No período, o índice de evolução da produção alcançou 42 pontos, enquanto o índice do número de empregados ficou em 43 pontos.
No terceiro trimestre de 2026, a insatisfação dos empresários industriais com a margem de lucro operacional e a situação financeira se intensificou. Em relação ao acesso ao crédito houve alta de 33 pontos no segundo trimestre para 38 pontos no terceiro, um avaço de 1 ponto em comparação com o mesmo período de 2025.
Entre os principais problemas enfrentados pelo setor estão a falta ou o alto custo de trabalhadores qualificados e a elevada carga tributária dividiram a primeira posição do ranking, com 27,8% dos apontamentos cada.
Para os próximos seis meses, os empresários industriais projetam estabilidade na demanda e aumento nas compras de matérias-primas. Em contrapartida, as expectativas são de queda no emprego e na quantidade exportada, indicando cautela em relação ao desempenho futuro da atividade industrial.
A intenção de investimentos também apresentou recuo expressivo. O indicador caiu 10 pontos em relação a julho e 15 pontos na comparação com outubro do ano passado, evidenciando uma redução significativa na disposição dos empresários para investir. O resultado contrasta com o cenário nacional, que apontou maior intenção de investimentos.
Índice de Confiança dos empresários
Em outubro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou 48,2 pontos, uma alta de 0,6 ponto em relação a setembro e de 3,9 pontos na comparação com outubro de 2025. Embora tenha apresentado um arecuperação, o indicador permanece abaixo da linha divisória dos 50 pontos.
A melhora do ICEI foi impulsionada pelo avanço do indicador de expectativas, que passou de 50,2 pontos para 53,8 pontos, em outubro. O resultado indica as perspectivas positivas em relação ao desempenho das próprias empresas.
Na contramão das expectativas, o indicador de Condições Atuais apresentou uma queda de 42,3 pontos em setembro, para 37,0 pontos em outubro. A retração evidencia o agravamento das avaliações negativas dos empresários sobre a situação atual de suas empresas e da economia brasileira.
No cenário nacional, o Índice alcançou 46,2 pontos em outubro, permanecendo abaixo da marca de 50 pontos e também do índice registrado no Tocantins, que ficou em 48,2 pontos.

