Maranhão
Projeto ‘MANGUE-SAT’ usa imagens de satélite para monitorar e preservar manguezais no Maranhão
Apoiado pela Fapema, estudo utiliza tecnologia espacial para gerar dados estratégicos e proteger patrimônio que representa 42% dos manguezais do país
Manguezais |
Nesse contexto, a tecnologia espacial tem se consolidado como uma importante aliada na conservação e no monitoramento ambiental dos manguezais maranhenses. Com apoio da Fundação, por meio do Edital Fapema – Plano Maranhão 2050 Soluções Inovadoras, o projeto desenvolve uma metodologia inovadora para acompanhar a dinâmica desses ecossistemas e estimar sua capacidade de armazenamento de carbono.
Coordenada pelo pesquisador Denilson da Silva Bezerra e tendo como vice-coordenadora a professora Flávia Rebelo Mochel, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a pesquisa utiliza imagens de satélite, mapeamento com drones, dados de campo e tecnologia laser/LiDAR para monitorar mudanças nas áreas de manguezais da Ilha do Maranhão. A iniciativa contribui para a geração de informações estratégicas capazes de fortalecer políticas públicas de conservação ambiental, gestão costeira e enfrentamento das mudanças climáticas.
Os resultados preliminares apontam avanços na construção de uma base de dados inédita para o estado, permitindo acompanhar a variação espacial dos manguezais e estimar o carbono armazenado na biomassa desses ecossistemas. As informações ajudam a compreender melhor a estrutura dos bosques de mangue e seu papel na captura de carbono, mostrando a importância do Maranhão como território estratégico para o chamado carbono azul e para a segurança climática costeira do país.


Foto: Reprodução
“O projeto busca transformar dados ambientais em informações estratégicas para a tomada de decisões. Ao integrar diferentes tecnologias de monitoramento, conseguimos acompanhar as mudanças nos manguezais e avançar na estimativa dos estoques de carbono desses ecossistemas, contribuindo para sua conservação e para o fortalecimento das políticas ambientais no Maranhão”, destaca Denilson Bezerra.
Além de impulsionar a produção científica aplicada à realidade maranhense, o apoio da Fapema possibilita o desenvolvimento de soluções inovadoras, voltadas à proteção de um dos patrimônios naturais mais importantes do estado. A metodologia desenvolvida pelo MANGUE-SAT também poderá servir de referência para futuras aplicações em outras áreas do litoral brasileiro, ampliando o alcance dos resultados e fortalecendo o protagonismo do Maranhão na pesquisa ambiental e climática.
Para o presidente da Fapema, Nordman Wall Barbosa de Carvalho Filho, iniciativas como o MANGUE-SAT demonstram a importância de investir em pesquisas capazes de gerar conhecimento aplicado à realidade maranhense e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
“O Maranhão possui um patrimônio ambiental de relevância nacional e mundial, e a pesquisa científica é fundamental para conhecermos melhor esses ecossistemas e desenvolvermos estratégias mais eficientes de conservação. Ao apoiar projetos como o MANGUE-SAT, a Fapema fortalece a produção de conhecimento, estimula a inovação e contribui para a construção de soluções que ajudam a enfrentar desafios ambientais e climáticos cada vez mais presentes na sociedade”, destaca Nordman Wall.
