Economia
Preço dos pescados recua nos mercados de Belém e espécie filhote lidera reduções
Pesquisa aponta queda em 19 das 23 espécies avaliadas e indica expectativa de nova baixa para julho com o fim do defeso
Peixes sendo vendidos em mercado de Belém |
A maioria das espécies de peixe comercializadas nos mercados municipais de Belém registrou queda de preço em junho, com recuo em 19 das 23 espécies pesquisadas na comparação entre maio e junho de 2026. O levantamento da Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedcon), divulgado nesta terça-feira (7), destaca que o filhote teve a maior redução mensal, de -15,16%, e indica expectativa de nova baixa para este mês de julho.
Conforme a pesquisa da Sedcon em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese Pará), atrás da espécie filhote segue sarda (-14,20%), pescada amarela (-12,48%), da tainha (-12,05%), da pratiqueira (-11,88%), da pescada gó (-11,31%) e do mapará (11,22%).
Na outra ponta, apenas quatro espécies apresentaram reajustes de preços no período analisado. As principais altas foram verificadas no xaréu (12,56%), na traíra (11,77%), no tucunaré (6,95%) e no tamuatá (6,09%).
Quanto ao comportamento dos preços do pescado no 1º semestre de 2026, o estudo da Sedcon e do Dieese apontam fortes reajustes. No acumulado do período (janeiro a junho), os aumentos registrados superaram amplamente a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IPCA/IBGE), que alcançou 3,3% no mesmo período.

Das 23 espécies pesquisadas, 14 apresentaram elevação de preços. O aracu liderou as altas, acumulando reajuste de 40,46%, seguido por xaréu (38,16%), traíra (27,83%), curimatã (20,60%) e tamuatá (17,50%). Também se destacaram os aumentos nos preços da arraia (16,19%), do bagre (11,52%), do serra (10,70%) e da pescada gó (9,38%).
De acordo com o supervisor técnico do Dieese Pará, Everson Costa, “o recuo no valor do pescado é decorrente, principalmente, do aumento da quantidade de peixes disponíveis nessa época e o fim do defeso, quando o período de reprodução dos peixes acaba, permitindo a liberação da pesca e normalizando o fornecimento para as feiras”.
Peixeiro há mais de 40 anos no Mercado de Ferro do Complexo Ve-o-Peso, Fernando Souza, 60, conta que a redução de preço é um atrativo para captar mais clientes neste de mês de julho, já que o movimento no mercado costuma diminuir, devido ao veraneio.
“Nossos clientes aqui são mais domiciliares, então em julho eles costumam viajar para os balneários. O movimento só volta mesmo em agosto, por isso, essa oferta de peixe é uma forma também de atrair os fregueses para o mercado”, diz.
Abastecimento nos balneários
Devido à grande movimentação nos balneários da capital, a Sedcon intensificou a fiscalização e o incentivo ao empreendedorismo nas feiras e mercados municipais de Mosqueiro, Icoaraci e Outeiro.

Titular da Sedcon, André Cunha | Foto: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon
“A Operação Verão 2026 da Prefeitura de Belém disponibilizou, durante todo este mês de julho, mais de 30 servidores da Sedcon para atuarem na fiscalização desses distritos, a fim de garantir organização e abastecimento para os veranistas que estão curtindo as ilhas de Belém”, destacou o Secretário de Desenvolvimento Econômico, André Cunha.
