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MXF Motors investe R$ 10 milhões para instalar fábrica própria no Polo Industrial de Manaus

Com início das operações previsto para fevereiro de 2027, fábrica no PIM terá capacidade para até 30 mil veículos por ano

MXF 270 | Foto: Divulgação/MXF

A fabricante brasileira MXF Motors, conhecida por motos voltadas para trilhas, motocross e enduro — modalidades de pilotagem fora de estrada —, prepara a instalação de sua primeira planta industrial própria no Polo Industrial de Manaus (PIM), projeto aprovado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e direcionado à produção de motocicletas e veículos.

Conforme informações divulgadas pelo Portal A Crítica durante o Suhai Festival Interlagos 2026, a nova unidade fabril demandará um investimento de aproximadamente R$ 10 milhões nos próximos três anos.

A estrutura de 4.500 metros quadrados funcionará em um condomínio logístico na área portuária da capital amazonense. A previsão é iniciar as operações em fevereiro de 2027 com a produção de cerca de 10 mil unidades no primeiro ano, divididas em até 18 modelos. 

O projeto foi dimensionado para atingir a capacidade de até 30 mil veículos anuais em um único turno, contemplando áreas específicas para a montagem de motocicletas, quadriciclos e futuros utilitários.

Geração de empregos e atrações do polo

A operação deve iniciar com 40 trabalhadores e alcançar entre 70 e 80 empregados diretos no terceiro ano de funcionamento, com priorização da mão de obra técnica local. Paralelamente às instalações na fábrica de Manaus, a empresa prevê a estruturação de um centro de distribuição no Espírito Santo para otimizar o escoamento da produção nacional.

“A nossa ida para Manaus já é um passo para a nossa expansão. (…) A gente vai para o Polo, que hoje é o principal local de montagem de motocicleta”,  disse Thiago Pereira, diretor de novos negócios e estratégia da MXF, ao Portal A Crítica. 

Segundo a MXF, a decisão de optar por uma planta própria em Manaus baseou-se nos incentivos fiscais do modelo Zona Franca, na elevada especialização da mão de obra do segmento de duas rodas e no ecossistema consolidado de fornecedores locais. A expansão busca abastecer o mercado nacional e estabelecer uma base estratégica para futuras operações de exportação.

Fonte: Portal A Crítica