Indústria
Manaus terá primeira Secretaria Municipal de Desburocratização Industrial
Proposta divulgada em reunião do CAS será enviada à CMM em setembro e busca destravar a chegada de novas empresas ao Polo Industrial
“Quero dizer que vou estar mandando para a Câmara Municipal de Manaus a criação de uma secretaria, a primeira secretaria da história da Prefeitura de Manaus, a Secretaria de Desburocratização Industrial, para que as indústrias que querem se instalar em Manaus possam encontrar na prefeitura um canal de desburocratização e condução para que as informações precisas cheguem até as indústrias que têm interesse em Manaus”, afirmou o prefeito Renato.
O prefeito também defendeu uma mudança na relação institucional entre os diferentes níveis de governo responsáveis pela infraestrutura e pelo desenvolvimento do Polo Industrial de Manaus.
Esteve presente na reunião o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que reforçou a importância do diálogo entre os diferentes atores para ampliar a capacidade produtiva e exportadora da região. “Investimento em infraestrutura tem que ser sempre política de Estado, tem que ser sempre por longo prazo. Se em algum período ela falta, a reversão, a recuperação, ela consome o dobro”, afirmou Márcio. “Nós juntos somos capazes de fazer. Sozinhos não faremos, não conseguiremos”, declarou o ministro Rosa.

Infraestrutura no Distrito
Além do anúncio, o prefeito Renato Junior destacou a infraestrutura do Distrito Industrial e seu impacto direto sobre trabalhadores e empresas, lembrando que a responsabilidade pela área vai além da administração municipal.
“O que não dá é para centenas e milhares de trabalhadores todos os dias acordarem de madrugada para pegar uma rota e ter problemas em infraestrutura. Essa responsabilidade não é só da Prefeitura de Manaus, ela é de todos nós e chegou a hora de encarar isso com muita seriedade e respeito”, afirmou Renato Junior.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que a preocupação ambiental não impede a realização de obras de infraestrutura, mas exige planejamento para evitar impactos sobre a floresta e as comunidades. “As rodovias são importantes para os cidadãos que necessitam de rodovias para circular, assim como para integrar comércio e produção. O problema é quando essa rodovia fica sem planejamento”, disse.
Durante a reunião, o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, apresentou os projetos industriais e de serviços que entraram na pauta do CAS. Foram 25 projetos para deliberação, sendo oito de implantação e 17 de diversificação e atualização.
Leopoldo destacou que os oito projetos de implantação representam investimentos estimados em cerca de R$ 202 milhões, com faturamento projetado de R$ 1,2 bilhão e potencial de geração de 560 novos postos de trabalho. Os 17 projetos de diversificação, ampliação da produção e atualização preveem investimentos de aproximadamente R$ 133 milhões, faturamento estimado em R$ 1,2 bilhão e potencial de geração de 299 postos de trabalho.
Ao tratar da expansão física do Distrito Industrial, o superintendente reforçou que há áreas disponíveis para novos empreendimentos, ponto que dialoga diretamente com a proposta apresentada pelo prefeito Renato de criar uma estrutura municipal específica para facilitar a instalação de empresas.
“Com relação à expansão, ela é possível, não falta área. É capaz de abrigar novos projetos industriais. Nós precisamos ter bons projetos industriais e isso a gente vem conquistando”, afirmou Leopoldo.
