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MRN recebe reatores da China para integrar operação em Oriximiná (PA) ao Sistema Interligado Nacional

Projeto prevê reduzir em 90% as emissões da geração própria de energia

Áreas de mineração em Oriximiná - Foto: Divulgação/MRN

A Mineração Rio do Norte (MRN), líder na produção de bauxita no país, deu um passo decisivo rumo à modernização energética de suas operações com a chegada de quatro reatores de derivação do tipo Shunt fabricados na China. Os equipamentos integrarão a estrutura da Subestação Saracá, situada no distrito industrial de Porto Trombetas, no município de Oriximiná, oeste do Pará, compondo o sistema que conectará a mineradora ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O Projeto Linha de Transmissão (PLT), que abrange uma extensão de 98 quilômetros com tensão de 230 kV e 232 torres, representa uma mudança estrutural na matriz energética da companhia. A iniciativa tem o condão de reduzir em aproximadamente 90% as emissões de gases de efeito estufa associadas à geração própria de energia, além de blindar a segurança operativa da empresa e sustentar o planejamento de longo prazo, que inclui o Projeto Novas Minas (PNM).

A execução do projeto exigiu soluções de engenharia e logística de alta complexidade para vencer os desafios geográficos e remotos da região amazônica. Entre os destaques estruturais estão as duas maiores torres do traçado (identificadas como TO-28/1 e TO-30/1): com 178 metros de altura cada — o equivalente a um edifício de 60 andares ou a cinco estátuas do Cristo Redentor —, as estruturas configuram-se como as maiores do Brasil construídas em perfil cantoneira sobre leito de água.

Para o diretor de Implantação da MRN, Leonardo Paiva, a obra transcende a engenharia convencional. “Esta linha representa uma mudança de patamar para a MRN. Não estamos falando apenas de uma obra de engenharia, mas de uma infraestrutura estratégica que fortalece a segurança energética, reduz significativamente nossa pegada de carbono e cria condições para sustentar o futuro da companhia”, destaca o executivo.

Rigor Técnico Internacional e Tecnologia GIS

O recebimento dos reatores foi precedido por um rigoroso processo de acompanhamento técnico iniciado em outubro de 2025. Engenheiros e especialistas da MRN realizaram missões internacionais às fábricas da TEEE e da CHINT em Tianjin e Xangai, na China, para inspecionar a fabricação dos módulos GIS da Subestação Saracá, validando controles de qualidade e normas técnicas globais sob a supervisão do líder de projeto, Guilherme Bomfim.

A infraestrutura elétrica contará com a tecnologia GIS (Gas Insulated Switchgear), que utiliza equipamentos de manobra e proteção isolados a gás. O sistema confere maior compactação e alta resistência às intempéries climáticas da região equatorial, totalizando 11 módulos na subestação (sendo cinco de 230 kV e seis de 69 kV), operando em conjunto com os reatores Shunt para assegurar a estabilidade e a regulação da tensão em conformidade com os parâmetros do SIN.