Mineração
Mineradoras firmam acordo para avaliar produção de terras raras no Amazonas
BBX tem projeto de R$ 200 milhões e potencial de operação por até 50 anos
A Mineração BBX do Brasil e a empresa asiática Southern Alliance Mining (SAM) firmaram um acordo para avaliar oportunidades relacionadas à produção de terras raras no Amazonas, no município de Apuí, no sul do estado. O projeto já está em fase de licenciamento ambiental.
Assinado no domingo (19), o acordo estabelece a análise de aspectos técnicos, comerciais e logísticos ligados à extração e comercialização dos minérios. A parceria também prevê troca de informações e avaliação de possíveis acordos estratégicos, como joint ventures, ainda em estágio inicial.
Segundo o diretor-presidente da Brazilian Critical Minerals (BCM), Andrew Reid, a iniciativa busca combinar a experiência operacional da SAM com o potencial do projeto no Brasil. “Essa colaboração nos permite avaliar como podemos integrar conhecimento técnico e comercial para avançarmos, de forma eficiente, no desenvolvimento do projeto e na futura inserção de produtos de terras raras no mercado”, afirmou.


Município de Apuí | Foto: Divulgação Câmara Municipal de Apuí
A BMC é uma mineradora australiana que está com dois projetos, Ema e Apui. No site oficial, a mineradora diz que dos projetos posicionam a empresa “como potenciais líderes na exploração e extração de terras raras, vitais para as cadeias de suprimento de tecnologia globais”.
O projeto em Apuí reúne um dos maiores teores de terras raras do mundo, com 41,5% de pureza em elementos magnéticos, segundo análise da Organização Australiana de Ciência e Tecnologia Nuclear (Ansto).
Para a extração, poderá ser utilizada a técnica de lixiviação in situ (ISR), método aplicado em depósitos do tipo argila iônica em países asiáticos. O processo consiste na injeção de soluções no solo para recuperação dos minerais, sem a necessidade de escavação convencional.

BBX e a asiática SAM firmam acordo para avaliar viabilidade técnica, comercial e logística | Foto: Divulgação
Descoberta e potencial
A BBX identificou terras raras em Apuí no ano de 2023, durante a busca por lítio em uma pesquisa nas suas areas no município. A partir da descoberta, a empresa iniciou uma série de estudos, incluindo de impacto ambiental, voltados à extração do conjunto de elementos das terras raras da área.
Conforme a BBX, a jazida tem potencial de extração de terras raras que pode chegar ao tempo de até 50 anos. Os elementos de terras raras são utilizados por diversos segmentos da indústria.
A empresa vai investir na extração de terras raras, que ocorrerá de forma escalonada, com produção de carbonato de terras raras.
Para a empreitada, estão previstos R$ 200 milhões em investimentos e a geração de mais de 500 empregos na fase de construção em Apuí.
A empresa esclarece que a atividade não ocasionará impactos no meio ambiente e todo o processo para viabilizar as licenças estão em andamento.
