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INT desenvolve tecnologia para produzir biometano a partir de palma e cana-de-açúcar

Tecnologia utiliza efluentes de cadeias de palma e cana, além de lodo de esgoto, para geração de energia renovável

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Resíduos líquidos gerados pelas cadeias produtivas de óleo de palma e de cana-de-açúcar, combinados com lodo de esgoto, podem se transformar em matéria-prima de alto valor para a produção de biometano. É o que aponta o projeto desenvolvido pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT) — unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) —, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Petrogal Brasil.

Após três anos de investigações científicas, os pesquisadores conceberam uma unidade flexível capaz de processar diferentes tipos de resíduos orgânicos, superando um dos maiores gargalos da expansão de combustíveis renováveis: a dependência de uma única fonte de suprimento.

Com a nova tecnologia, efluentes industriais que antes exigiam descarte ou tratamento complexo passam a integrar uma linha de produção sustentável alinhada aos conceitos de economia circular.

“A pesquisa mostra como ciência e inovação podem aproximar dois desafios: dar um novo destino a resíduos e ampliar a oferta de alternativas energéticas renováveis. Ao transformar materiais que antes exigiam tratamento ou descarte em insumo para novos processos, a tecnologia abre possibilidades para combinar desenvolvimento econômico e redução de impactos ambientais”, destaca o grupo técnico responsável pelo projeto.

Escala Piloto e Transição Energética

Os testes práticos atingiram o TRL 6 (nível de maturidade tecnológica), estágio em que o sistema supera o ambiente laboratorial e comprova operação bem-sucedida em escala piloto, permitindo a avaliação de seu comportamento em condições reais de mercado.

Entre as principais aplicações do biometano gerado por essa rota tecnológica estão:

  • O abastecimento de frotas e veículos no setor de transportes.

  • O fornecimento de insumos industriais de baixo carbono.

  • O apoio estratégico à fabricação de novos biocombustíveis e fontes energéticas limpas.

A iniciativa reforça o papel da inovação tecnológica na descarbonização industrial, transformando passivos ambientais em ativos energéticos de alto desempenho para a transição para uma economia de baixo carbono.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação