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Indústria do Amazonas dispara 14,6% e lidera avanço no ranking nacional do IBGE

Impulsionado por alta de 14,6% em julho, estado registra o melhor desempenho industrial do país e reverte queda do mês anterior

Foto: Divulgação/Honda

O mês de julho trouxe um fôlego revigorado para o setor produtivo do Amazonas. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a atividade industrial do estado disparou 14,6% frente a junho, desbancando todos os outros 14 estados monitorados pela pesquisa e alcançando o melhor desempenho mensal desde julho de 2020, quando o índice foi de 15,1%.

O resultado serviu como uma resposta imediata à retração de 12,5% observada no mês imediatamente anterior, enquanto a média brasileira patinou com um tímido avanço de apenas 0,2%, deixando o estado muito à frente de concorrentes como Espírito Santo (2,0%) e Rio Grande do Sul (1,2%).

Caminho de altos e baixos no ano

A trajetória da indústria local ao longo de 2026 tem sido marcada por uma verdadeira montanha-russa de resultados, iniciada com uma sequência positiva no primeiro trimestre (1,7% em janeiro, 1,7% em fevereiro e 2,9% em março) antes de enfrentar turbulências expressivas que culminaram no forte recuo de 12,5% em junho e na vigorosa recuperação de 14,6% em julho.

No comparativo interanual, o estado viu uma luz no fim do túnel com um crescimento de 2,8% em relação a julho de 2025, quebrando a sequência de resultados negativos que vinha arrastando o setor desde o início do ano.

Contudo, no balanço acumulado dos primeiros sete meses, a indústria amazonense ainda exibe recuo de 2,9% — ocupando o 13º lugar no ranking nacional —, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses registra baixa de 1,9%.

Quem puxa o crescimento e quem ainda freia?

No recorte por segmentos produtivos no acumulado do ano, apenas quatro áreas conseguem sustentar saldo positivo, lideradas por coque, petróleo e biocombustíveis (10,1%), borracha e plástico (9,4%), outros equipamentos de transporte (8,7%) e bebidas (3,6%).

Em contrapartida, pilares importantes da economia industrial continuam enfrentando o desafio da retração no acumulado de janeiro a julho, como informática, eletrônicos e ópticos (-0,2%), produtos químicos (-1,2%), produtos de metal (-11,1%), além de máquinas e materiais elétricos (-15,3%) e o segmento de máquinas e equipamentos (-32,3%).

Fonte: Amazonas Atual