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Indústria do Amazonas despenca no fim de 2025 e tem crescimento modesto no ano

Levantamento do IBGE mostra o estado entre os 4 piores em dezembro, encerrando o ano com alta de apenas 0,1%

Divulgação

A indústria amazonense teve desempenho abaixo da média brasileira em 2025, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, a produção industrial do estado cresceu apenas 0,1%, enquanto a média nacional foi de 0,6%. Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina puxaram o ranking no período.

O levantamento do IBGE mostra que, em dezembro, o Amazonas ficou entre os quatro piores desempenhos do país, ao lado de Pará, Bahia e Rio Grande do Norte. No último mês do ano, a indústria amazonense caiu 5,2% na comparação com novembro.

Os números constam na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF). O gerente da pesquisa, Bernardo Almeida, comentou a retração. “Tivemos um espalhamento de taxas negativas nessa passagem de novembro para dezembro. A taxa de juros em patamares elevados e uma política monetária contracionista ajudam a explicar os resultados, além de dezembro ser um mês no qual diversas plantas industriais aplicam férias coletivas, recaindo em queda no ritmo de produção”, explicou.

Esse foi o segundo pior desempenho mensal do Amazonas em 2025, ficando atrás apenas de agosto, quando a queda chegou a 8,5%. Ao longo do ano, o comportamento da indústria no estado foi predominantemente de retração, com recuo em oito dos 12 meses analisados.

Produção física por atividades industriais

Em dezembro, o maior avanço na produção no Amazonas foi observado na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que registrou alta de 57,1%. Na sequência, apareceram a fabricação de produtos químicos (48,5%), e a fabricação de máquinas e equipamentos (10,5%).

Entre as 11 atividades industriais investigadas, seis apresentaram retração no período. As quedas mais intensas ocorreram na fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-26,5%), na fabricação de máquinas (-21,2%) e nos segmentos de aparelhos e materiais elétricos e de bebidas, ambos com recuo de -10,8%.

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