Economia
Estudo mostra que Austrália tem 324 oportunidades de negócios para exportadores do Brasil
Principal produto da pauta comercial é o café não torrado
Um novo estudo técnico da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mapeou 324 frentes estratégicas de exportação para empresas brasileiras no mercado australiano. O Perfil de Comércio e Investimentos – Austrália detalha o panorama comercial de uma economia com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,8 trilhão e consumo interno de US$ 1,4 trilhão, com foco em setores que vão do agronegócio à infraestrutura. Em 2025, o intercâmbio comercial entre os dois países movimentou US$ 1,8 bilhão. Desse total, as exportações brasileiras responderam por US$ 777,4 milhões.
Café lidera os embarques
Atualmente, o café não torrado é o principal item da pauta comercial com o país, sendo responsável por 24,2% das vendas brasileiras para a Austrália. O produto atende ao perfil de consumo local, caracterizado pelo segmento de cafés expressos e bebidas à base de café e leite.
Para além do setor de alimentos, o levantamento aponta espaço para a inserção de produtos manufaturados e bens industriais, impulsionados por planos locais de habitação e infraestrutura. Entre os segmentos monitorados com potencial de expansão estão: veículos ferroviários e rodoviários, medicamentos e equipamentos de engenharia civil, celulose e materiais de construção, além de máquinas elétricas, motocicletas e aeronaves.

Benefícios tarifários e atração de investimentos

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A Austrália concede ao Brasil benefício tarifário pelo Sistema Geral de Preferências (SGP), via Australian System of Tariff Preferences (ASTP), que prevê tarifas preferenciais a países em desenvolvimento. O Brasil figura na categoria DCS – Developing Country Status, podendo acessar reduções em linhas tarifárias específicas.
A corrente de negócios também se reflete na atração de capital estrangeiro. Em 2024, o estoque de investimento direto da Austrália no Brasil somou US$ 7,2 bilhões, posicionando o país como a 23ª origem de capital estrangeiro no mercado nacional. Os aportes concentram-se nas agendas de mineração e transição energética, com foco em minerais estratégicos em Minas Gerais e projetos de hidrogênio verde e energia renovável no Ceará e no Rio de Janeiro.
