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Eleições 2026: Lula vira no segundo turno e é reeleito presidente do Brasil

Lula venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno com 51,75% dos votos válidos

Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

Em uma disputa marcada por reviravoltas nas urnas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25). No segundo turno das Eleições de 2026, o petista derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e comandará o Executivo nacional até dezembro de 2030, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Com 98,27% das urnas apuradas, Lula alcançou 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% do adversário. A diferença consolidada ficou em cerca de 4,3 milhões de votos (3,5 pontos percentuais).

A vitória marca uma virada histórica em relação ao primeiro turno (4 de outubro), quando Flávio Bolsonaro liderou com 56,1 milhões de votos (47,03%) ante 53,9 milhões (45,16%) do atual presidente — quebrando uma tradição eleitoral na qual o líder do primeiro turno costumava confirmar o resultado na votação decisiva.

Compromissos de Campanha e Pauta Econômica

Para o novo período de quatro anos no Palácio do Planalto, a agenda econômica e social do governo reeleito destaca:

  • Trabalho e Renda: Defesa do fim da escala 6×1, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas sem alteração salarial.

  • Infraestrutura e Finanças: Manutenção do arcabouço fiscal, ampliação da nova fase do Programa de Aceleração do Exercício/Crescimento (PAC), avanço da reforma tributária e ampliação de investimentos em infraestrutura.

  • Programas Sociais: Continuidade do Bolsa Família e expansão do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior a partir de 2027, além de renegociação de dívidas para Microempreendedores Individuais (MEIs).

  • Segurança Pública: Fortalecimento da PEC da Segurança Pública e integração de ações federais contra o crime organizado.

Desafios Fiscais e Articulação Política

O quarto mandato se inicia sob forte atenção do mercado financeiro e de analistas econômicos para as contas públicas. Com a dívida pública próxima a 83% do PIB, o governo traçou como meta alcançar um superávit primário de 1,3% do PIB até 2030.

Especialistas e consultorias do setor produtivo apontam que o equilíbrio fiscal dependerá do manejo com gastos obrigatórios — como previdência e regras de valorização do salário mínimo — além da vinculação de despesas em saúde e educação.

No campo político, a partir de 1º de janeiro de 2027, o Planalto precisará articular com uma bancada expressiva de partidos de centro e direita eleita para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, exigindo ampla capacidade de diálogo institucional do presidente reeleito aos 80 anos de idade.