Municípios mais afetados
Entre os municípios, houve mudança no perfil das áreas mais afetadas. No primeiro trimestre de 2026, Novo Aripuanã (a 227 km de Manaus) concentrou a maior área desmatada, com 338 hectares, seguido por Lábrea (a 702 km da capital), com 315 hectares, e Humaitá (a 590 km), com 288 hectares.
Em relação aos alertas, Lábrea registrou o maior número de ocorrências, com 11 registros, seguida por Boca do Acre (a 1.028 km de Manaus), com 10, e Guajará (a 1.476 km), com sete. No mesmo período de 2025, Apuí (a 453 km da capital) liderava tanto em alertas, com 20 registros, quanto em área desmatada, com 1.222 hectares.

Considerando o calendário do desmatamento, que acompanha o ciclo climático da Amazônia e vai de agosto a julho, o Amazonas também apresenta redução no acumulado. Entre agosto de 2025 e março de 2026, o desmatamento caiu 35,5%, passando de 30.057 hectares para 19.366 hectares.
Fiscalização integrada
A redução dos índices acompanha o fortalecimento das ações de fiscalização ambiental no estado, conduzidas de forma integrada por órgãos do Governo do Amazonas. A atuação conjunta reúne monitoramento, inteligência e operações em campo, com presença contínua em áreas prioritárias.
Entre as principais iniciativas está a Operação Tamoiotatá 6, realizada de forma integrada por órgãos ambientais e forças de segurança, com ações de fiscalização terrestre, vistorias em áreas com alertas de desmatamento, lavratura de autos de infração e embargos. Estruturada em 15 etapas ao longo do ano, a operação concentra esforços especialmente no período mais crítico da estiagem, reforçando o combate ao desmatamento e às queimadas.
A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e com recursos do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento.
Outra frente é a Operação Região Metropolitana, coordenada pelo Ipaam, com apoio da Polícia Militar do Amazonas, por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), e atuação contínua em ramais e rodovias nos municípios da Região Metropolitana de Manaus. As ações têm como foco coibir ilícitos ambientais e ampliar a presença do Estado em áreas sob maior pressão.

