Acre
Confiança do comércio no Acre atinge 117,8 pontos e supera média nacional em setembro
Pesquisa da Fecomércio-AC aponta cenário oposto ao do Brasil, onde o índice nacional ficou em 100,2 pontos
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A confiança do empresários do comércio acreano atingiu 117,8 pontos em setembro, superando o indicador nacional, que ficou 100,2 pontos no mesmo período. Os dados divulgados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC) apontam um cenário regional diferente do observado no restante do país, onde o índice reduziu 1,3% em comparação com o mês anterior.
O levantamento nacional é realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e mede o índice de confiança do empresário do comércio e as e as expectativas para os próximos meses.
De acordo com a CNC, o indicador nacional ficou próximo do nível de neutralidade em setembro, marcado por avaliações menos favoráveis em setores do comércio varejista, especialmente o de produtos semiduráveis, como roupas e calçados, entre outros, os quais apresentaram resultados negativos no mês de setembro, de -4%.
A Confederação associa parte desse desempenho à chamada “taxa das blusinhas”, tributação incidente sobre compras internacionais de baixo valor. Segundo o levantamento, o comércio de produtos semiduráveis importados apresentou baixa, saindo dos 15,4 milhões de remessas declaradas em agosto de 2025 para 26,5 milhões em agosto de 2026.
Apesar do índice de 117,8 pontos no Acre, os dados da Fecomércio indicam que a confiança não se traduz necessariamente em disposição para ampliar as operações no curto prazo.
Por outro lado, expectativas de contratação futura, estoques e nível de investimentos não apresentaram resultados que demonstrem confiança do empresário para tais realizações em momento futuro.
O levantamento também aponta um resultado de 54 pontos no indicador relacionado à avaliação da economia e de seus efeitos sobre os negócios. Os indicadores obtidos no mês de setembro são reflexo das expectativas econômicas para os próximos meses, o que também eleva o grau de confiança no setor e, consequentemente, no próprio negócio.
“Essa expectativa está diretamente associada ao momento político pelo qual passa o País e às ações futuras do próximo governo federal, tendo ainda, como um ponto de referência, a implantação efetiva da CBS e do IBS sobre produtos e serviços, o que poderá desequilibrar os indicadores de confiança do empresário do comércio acreano”, explica Egídio Garó, assessor da Presidência da Fecomércio.

