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Comércio do Amazonas faturou R$ 84,4 bilhões em 2024, aponta IBGE

Pesquisa Anual do Comércio aponta mais de 114 mil empregos no setor

Foto: Antonio Pereira/Semcom

O comércio do Amazonas movimentou R$ 84,4 bilhões em receita bruta de revenda de mercadorias em 2024, segundo a nova edição da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados colocam o estado como o segundo maior mercado comercial da Região Norte, atrás apenas do Pará, além de representar 18,8% da receita regional e cerca de 1% do faturamento do comércio brasileiro.

A edição de 2024 marca o início de uma nova série histórica da pesquisa, resultado de mudanças metodológicas adotadas pelo IBGE. Entre elas estão a substituição da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) pelo eSocial e a adoção de novos critérios para identificar empresas ativas. No Amazonas, a principal mudança foi a ampliação da cobertura estatística, que passou a incluir todos os 62 municípios do estado.

O levantamento identificou 14.355 empresas comerciais em atividade no Amazonas, distribuídas em 16.732 unidades locais com receita de revenda.

A pesquisa considerou apenas empresas ativas registradas no Cadastro Central de Empresas (Cempre), com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e atividade principal ligada ao comércio. Ficaram de fora os microempreendedores individuais (MEIs), empresas de reparação de veículos automotores e motocicletas, comércio ambulante, administração pública e entidades sem fins lucrativos.

Outro indicador apresentado foi a margem de comercialização, que alcançou R$ 19,6 bilhões. O indicador corresponde à diferença entre a receita obtida com a venda das mercadorias e o custo de aquisição desses produtos.

Comércio emprega mais de 114 mil pessoas

A pesquisa mostra que o setor comercial permaneceu como um dos principais empregadores do Amazonas. Ao final de 2024, o comércio ocupava 114.723 pessoas, enquanto os gastos com salários, retiradas e outras remunerações somaram R$ 3,33 bilhões.

O conceito de pessoal ocupado utilizado pelo IBGE considera todas as pessoas que trabalhavam nas empresas em 31 de dezembro de 2024 e recebiam remuneração direta da organização, independentemente da existência de vínculo empregatício formal.

No contexto regional, o Amazonas concentrou 21% das pessoas ocupadas no comércio da Região Norte, ocupando a segunda posição entre os estados da região em número de trabalhadores do setor.

Varejo lidera faturamento

Entre os segmentos pesquisados, o comércio varejista registrou a maior receita no Amazonas, com R$ 42,8 bilhões, equivalente a pouco mais da metade do faturamento total do setor no estado.

Na sequência aparece o comércio atacadista, que movimentou R$ 31,1 bilhões, enquanto o segmento de veículos automotores, peças e motocicletas respondeu por R$ 10,6 bilhões em receita bruta de revenda.

Os resultados reforçam o peso do varejo na economia amazonense, ao mesmo tempo em que evidenciam a importância da distribuição atacadista e do mercado automotivo para a atividade comercial do estado.

Amazonas é o segundo maior mercado comercial da Região Norte

No ranking regional, o Amazonas ficou atrás apenas do Pará, que registrou receita bruta de revenda de R$ 194,7 bilhões. Em seguida aparecem Rondônia, com R$ 83,3 bilhões, e os demais estados da Região Norte.

Ao todo, a receita bruta de revenda da região alcançou R$ 449,9 bilhões em 2024. Desse total, quase um quinto foi gerado pelo comércio amazonense.

Nova série histórica

Em âmbito nacional, a Pesquisa Anual do Comércio contabilizou 1,6 milhão de empresas comerciais, responsáveis por uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões e pela ocupação de 10,6 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, a edição de 2024 inaugura uma nova série histórica da PAC. Por esse motivo, os resultados não são diretamente comparáveis aos levantamentos anteriores, especialmente nos estados da Amazônia, onde a expansão da cobertura da pesquisa ampliou significativamente o universo de empresas investigadas.