Indústria
Codam inicia ano com investimentos menores que em 2025
Primeira reunião soma R$ 810 milhões, frente a mais de R$ 1,5 bilhão registrados no mesmo período do ano passado
A primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) em 2026 deve analisar 44 projetos que somam R$ 810 milhões em investimentos, valor que caiu quase pela metade do que previam os projetos no início de 2025. Há um ano, o volume superou R$ 1,5 bilhão. O encontro está previsto para a manhã desta terça-feira (10/02).
Na comparação com o ano anterior, a rodada atual reúne mais projetos — foram 42 no mesmo período de 2025 —, mas com aportes menores. Mesmo com a redução no volume financeiro, a economista e pós-doutora em Desenvolvimento Regional Michele Aracaty avalia que o cenário indica que um maior número de propostas revela uma pulverização dos recursos e mudança no perfil dos investimentos.
“O alto número de projetos aprovados, acompanhado por uma retração de investimento, reflete um cenário mais pulverizado dos recursos, com foco em projetos de atualização, ampliação e diversificação, em número superior aos projetos de implantação”, afirma.
As reuniões do Codam funcionam como um indicativo do ritmo da atividade industrial no Estado, já que os projetos aprovados garantem acesso aos incentivos fiscais estaduais do modelo Zona Franca.
De acordo com a economista, a atual dinâmica pode contribuir para a sustentabilidade do Polo Industrial de Manaus, especialmente diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária.
“Essa dinâmica de projetos de diversificação, atualização e ampliação contribui para o fortalecimento do nosso principal modelo de desenvolvimento regional, proporcionando sustentabilidade mesmo após a Reforma Tributária, que garantiu as nossas vantagens comparativas”, diz.
Em todo o ano passado, o Codam aprovou 320 projetos, com investimentos próximos de R$ 8 bilhões. No último encontro do ano, em dezembro, dois grandes empreendimentos de implantação foram destinados ao interior do Amazonas.
Para este ano, a expectativa é manter o ritmo de aprovações e ampliar os impactos sobre emprego e renda. “Cada projeto aprovado gera externalidades positivas para a economia regional. Para cada emprego direto criado no Polo Industrial de Manaus, estima-se a geração de três a quatro postos indiretos”, destaca.
O Polo Industrial de Manaus responde por cerca de 30,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas e segue como um dos principais motores da economia estadual.
LEIA MAIS:
