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Câmara aprova projeto que permite voos de empresas estrangeiras na Amazônia Legal

Proposta, que segue para o Senado, busca ampliar oferta de voos e reduzir custos logísticos na Região Norte

Avião | Foto: Ricardo de Farias Santos/Ascom

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22), projeto de lei que permite à autoridade de aviação civil autorizar empresas aéreas sem sede no Brasil a operar voos regulares na Amazônia Legal, quando a região for origem ou destino desses voos. A matéria será enviada ao Senado.

O Projeto de Lei 539/24 é de autoria da deputada Cristiane Lopes (Pode-RO) e foi aprovado na forma do substitutivo do deputado Sidney Leite (PSD-AM).

Para Sidney Leite, é “imprescindível” melhorar a malha aérea na Região Norte. “A dificuldade logística, ambiental, social e econômica assola a população local, que tem de lidar com preços elevados e baixa oferta de voos para qualquer outra região do país”, disse o relator.

Já Cristiane Lopes afirmou que a proposta busca corrigir uma desigualdade histórica. “Esse projeto vem fazer esse resgate histórico dessa camada da sociedade que, muitas vezes, fica esquecida”, disse.

deputada cristiane lopes foto Bruno Spada Camara dos Deputados

Deputada Cristiane Lopes | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Brasileiros na tripulação

O texto aprovado prevê que pelo menos 50% da tripulação da empresa sem sede no Brasil deverá ser composta por brasileiros natos ou naturalizados.

Para empresas com sede no país, a exigência é de tripulação 100% brasileira.

Autorização da Anac

Caberá à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizar as empresas a operarem rotas com origem ou destino na Amazônia Legal, com a intenção de facilitar a locomoção da população da região, especialmente em razão das secas frequentes que dificultam o transporte por rios. Para isso, a agência poderá permitir a atuação de empresas que já estejam autorizadas a prestar serviços de transporte aéreo internacional no país.

Essas companhias aéreas deverão seguir as regras do transporte aéreo doméstico, mas não perdem os direitos garantidos em tratados e acordos internacionais assinados pelo Brasil.

Segundo Leite, a consolidação de um mercado integrado requer flexibilização gradual dos direitos de tráfego, harmonizando regulações e eliminando barreiras.

deputado Sidney Leite foto bruno spada camara dos deputados

Deputado Sidney Leite | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

“Essa transição gradual é essencial para ampliar a conectividade, reduzir custos, aumentar a oferta de rotas e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico de localidades ainda pouco atendidas”, defendeu o relator.

Assistência ao consumidor

A empresa também deverá prestar assistência ao consumidor, com canais de atendimento telefônico e digital em português, e manter cadastro em órgãos governamentais de resolução de conflitos.

voos

Infográfico do território da Amazônia Legal | Foto: Ag. Câmara dos Deputados

A Anac continuará obrigada a comunicar a entidades de defesa da concorrência casos que possam configurar infração contra a ordem econômica ou comprometer a defesa e a promoção da concorrência.

Fonte: Agência Câmara de Notícias