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Amazonas busca cooperação com o Pará para conter avanço da fumaça sobre Manaus

Dados do Corpo de Bombeiros indicam que parte da fumaça vem de focos de calor no Baixo Amazonas e em municípios paraenses próximos

Foto: Divulgação/Governo do Amazonas

Diante dos desafios impostos pela estiagem e pelos impactos ambientais na Região Metropolitana de Manaus e no interior, o Governo do Estado mantém o monitoramento estratégico e a articulação federativa. Durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec), nesta segunda-feira (26), o governador Roberto Cidade destacou a urgência de cobrar ações coordenadas do Governo do Pará, visto que dados do Corpo de Bombeiros apontam que parte significativa da fumaça que encobre Manaus origina-se em focos de calor na região do Baixo Amazonas e em municípios paraenses vizinhos.

“Nós já estamos trabalhando para fazer a nossa parte aqui no nosso estado, mas também vou pedir junto com a nossa equipe para entrar em contato com o Governo do Pará e ver o que é possível ser feito da parte deles para poder dialogar porque essas fumaças vão chegar novamente daqui a dois ou três dias”, pontuou o governador, reforçando a tolerância zero e a responsabilização criminal aos autores de incêndios ilegais.

Cenário da Qualidade do Ar e Monitoramento Técnico (Cemoa)

Novos dados divulgados pelo Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (Cemoa), da Defesa Civil do Amazonas, detalham as concentrações de material particulado fino (MP2,5) em 37 municípios do estado, apontando qualidade moderada registrada em 24 municípios, incluindo a capital, Manaus; níveis ruim ou muito ruim detectados em 11 municípios, com emissão de alerta alto; e alerta severo (qualidade péssima) registrado nos municípios de Parintins e São Sebastião do Uatumã, exigindo respostas imediatas de mitigação.

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Foto: Divulgação/Governo do Amazonas

Para blindar o ecossistema e proteger a saúde pública, a capilaridade das operações de campo continua intensa, sendo que, entre 1º de junho e 25 de outubro de 2026, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.878 ocorrências de incêndios urbanos e florestais, combatendo 24.266 focos de incêndio, dos quais 4.728 ocorreram na capital e 19.538 no interior.

Sinergia federativa e forças operacionais

O esforço estadual ganha respaldo significativo do governo federal, cuja força-tarefa de apoio já atuou na extinção de 338 incêndios por meio de uma estrutura injetada no estado que compreende 474 brigadistas em campo, 17 aeronaves de apoio logístico e de combate, 9 embarcações para patrulhamento fluvial e mobilidade em áreas de difícil acesso, e 66 veículos, além de recursos financeiros, suporte da Força Nacional e investigações dedicadas a reprimir crimes ambientais.

Aliado a isso, o Estado mantém o ecossistema de operações integradas — como a Tamoiotatá, Amazônia Mais Verde e Alerta Fogo —, que somam mais de R$ 235,9 milhões em multas aplicadas, uso de geoprocessamento via satélite, drones e conectividade Starlink.

Com essa união de inteligência tecnológica, cooperação entre estados e o suporte da União, o Amazonas busca assegurar o equilíbrio do bioma e garantir a sustentabilidade do desenvolvimento regional.