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Amazonas exporta US$ 35,85 milhões em ouro para Alemanha em julho

Operação foi destaque da balança comercial respondendo por 99,99% das vendas do Estado para o país

Foto: Divulgação/Grupo Chibatão

As exportações de ouro para a Alemanha foram o principal destaque da balança comercial do Amazonas em julho de 2026, segundo relatório elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). No mês, o Estado exportou US$ 120,85 milhões, enquanto as importações somaram US$ 1,83 bilhão. A corrente de comércio alcançou US$ 1,95 bilhão.

As vendas de ouro em outras formas semimanufaturadas para o mercado alemão movimentaram US$ 35,85 milhões. O produto respondeu por 99,99% da pauta exportadora do Amazonas para a Alemanha, segundo o levantamento.

Outro destaque foi a Colômbia, que recebeu US$ 12,69 milhões em outras preparações alimentícias, correspondentes a 59,83% da pauta de exportação do Amazonas para o país.

Exportações também partem do interior

O comércio exterior do Amazonas em julho contou ainda com a participação de municípios do interior. Presidente Figueiredo registrou US$ 9,63 milhões em exportações de ferro-ligas destinadas à China.

Já Itacoatiara movimentou US$ 326,29 mil com a exportação de soja, mesmo triturada, tendo a Grécia como destino.

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Ilustração: Sedecti

Os dados mostram uma pauta exportadora distribuída entre produtos minerais, alimentícios e agrícolas, com diferentes mercados de destino. O relatório, contudo, destaca especificamente o ouro enviado à Alemanha como o principal movimento exportador de julho.

Corrente de comércio chega a US$ 1,95 bilhão

Apesar do destaque nas exportações, o comércio exterior amazonense permanece marcado pela predominância das importações. Em julho, o Estado importou US$ 1,83 bilhão, contra US$ 120,85 milhões exportados, resultando em déficit comercial de US$ 1,70 bilhão.

No acumulado de janeiro a julho, as importações chegaram a US$ 10,81 bilhões. O resultado mantém o comércio exterior amazonense em patamares elevados desde 2021. Em 2024, o Estado registrou o maior volume anual da série apresentada, com US$ 16,13 bilhões, seguido por US$ 16,06 bilhões em 2025.

O secretário da Sedecti, Gustavo Igrejas, destacou o peso das importações no resultado do Estado. Segundo ele, o acumulado registrado até julho mantém a possibilidade de o Amazonas superar o recorde de 2024.

“As transações comerciais (importações e exportações) do Amazonas fecharam julho em US$ 1,95 bilhão, sendo US$ 120,85 milhões de exportações e US$ 1,83 bilhão de importações. No 1º semestre de 2026 o acumulado já passa de US$ 10 bi. Então temos tudo para bater o recorde histórico de 2024 quando, de janeiro a dezembro, foram importados US$ 16,13 bilhões”

Bens intermediários concentram compras externas

Entre janeiro e julho, os bens intermediários responderam pela maior parcela das importações amazonenses, com US$ 9,22 bilhões. O valor corresponde a aproximadamente 85% dos US$ 10,81 bilhões importados no período.

Na sequência aparecem combustíveis e lubrificantes, com US$ 895,95 milhões; bens de capital, com US$ 537,77 milhões; além de bens de consumo, com US$ 158,51 milhões.

Para Igrejas, a composição das importações ajuda a interpretar o movimento da atividade econômica local.

“Sabendo que 85% do que importamos são bens intermediários, esses números apontam crescimento da atividade econômica local, especialmente do Polo Industrial de Manaus.”

Entre os principais fornecedores destacados pelo relatório em julho estão China, com US$ 92,16 milhões em outros suportes gravados, e Estados Unidos, com US$ 68,18 milhões em outros óleos de petróleo.

A balança comercial do Amazonas é produzida pelo Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo), da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan), vinculada à Sedecti. O levantamento tem como objetivo acompanhar mensalmente a evolução das exportações e importações do Estado.