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Aeródromo privado mira expansão da aviação executiva no Amazonas

Projeto apresentado na TranspoAmazônia prevê hangares privativos na BR-174

O projeto do Aeródromo São Joaquim foi apresentado oficialmente nesta quinta-feira (28), durante a TranspoAmazônia 2026, feira do setor de transporte e logística realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. O empreendimento aposta na expansão da aviação executiva no Amazonas e mira uma demanda reprimida por espaços de hangaragem na capital.

Localizado às margens da BR-174, a cerca de 20 minutos da barreira fiscal de Manaus, o aeródromo prevê estrutura voltada a operações privadas, com hangares, abastecimento próprio, salas executivas, restaurante, lounge, pátio de manobra e controle de acesso.

Segundo o diretor-executivo do projeto, Lysson Barroso, a iniciativa surgiu após estudos identificarem falta de infraestrutura para proprietários de aeronaves na região.

“Existe uma demanda reprimida muito grande na aviação executiva do Amazonas. Muitos empresários deixavam de adquirir aeronaves porque não encontravam estrutura adequada para hangaragem em Manaus”, afirmou.

A pista possui registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 2021, com 900 metros de extensão. Na primeira etapa do projeto, porém, a previsão é operar com 1,2 mil metros, com possibilidade de ampliação futura.

O empreendimento terá 72 lotes destinados à construção de hangares privativos. A proposta é permitir que proprietários tenham espaços exclusivos para suas aeronaves, além de oferecer serviço de hangaragem para terceiros.

“Hoje, quem compra uma aeronave em Manaus muitas vezes precisa buscar espaços compartilhados ou estruturas que não atendem às necessidades específicas da operação”, disse Barroso.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, a escolha da área levou em conta características do terreno consideradas favoráveis para operações aeroportuárias, como a topografia plana — condição menos comum em Manaus.

As obras estão em fase inicial e serão executadas em etapas. A primeira prevê a entrega da infraestrutura básica, de um hangar para terceiros, restaurante executivo e dos 20 primeiros lotes em até 24 meses.

Segundo a empresa, cerca de 60% da primeira fase já foi reservada durante a apresentação do projeto na TranspoAmazônia.

A feira reuniu empresas, investidores e representantes dos setores de transporte e logística.